O Nacional marcou passo na tabela classificativa. Pela segunda vez perante o seu público os madeirenses cederam pontos. Frente a um Rio Ave muito organizado e fechado, os pupilos de Machado não conseguiram criar claras ocasiões de golo. Só no segundo tempo, foram mais mandões, mas estiveram perante uma equipa lutadora e que até perdeu as duas melhores ocasiões para desfazer a igualdade. O resultado aceita-se e considera-se justo, numa partida em que o futebol ficou a perder: fraco.
Nacional e Rio Ave surgiram com algumas novidades nos onzes. Manuel Machado manteve a aposta no 3x4x3 e lançou Rafael Bastos nos titulares. Curiosamente, ao minuto 32, retirou este jogador que até então esteve muito apagado e surgiu Mateus no seu lugar. João Eusébio apostou no seu 4x4x2, com Ronaldo e Chidi na frente, deixando Semedo no banco. Delson já recuperado também foi suplente, sendo Tarantini a novidade.
Até aos 38 minutos, o sol brilhou na Choupana, mas o futebol foi negro, muito negro. Os nortenhos, encolhidos, defendiam bem e os madeirenses não tinham imaginação para furar a barreira visitante. Depois, os homens de Vila do Conde desperdiçaram a melhor ocasião da partida nos 45 minutos iniciais. Contra-ataque rápido, bom entendimento entre Chidi e Ronaldo, com este último a cruzar e o companheiro a rematar sozinho, mas muito mal. Estava dado o aviso aos alvinegros. Miguel Lopes criou de novo perigo já em tempo de descontos, provocando uma falta à entrada da grande área. Mas daí nada resultou. Assim, a igualdade era justa, face ao futebol desenvolvido pelos dois conjuntos.
Após o recomeço, Machado voltou a mexer na sua equipa, fazendo entrar Edson para o lugar do já «amarelado» Luís Alberto. Mas seria de novo o Rio Ave a estar mais perto de marcar. Após um bom cruzamento de Miguel Lopes (52), Tarantini surgiu a cabecear sozinho, com muito perigo, mas ao lado da baliza de Bracalli. Os madeirenses só aos 61 minutos conseguiram um remate. Fraco, diga-se. Após cruzamento de Maicon, Nenê cabeceou para defesa fácil. O lance pareceu espevitar os nacionalistas. Mateus, aos 61 minutos, chegou mesmo a ultrapassar Paiva, mas cruzou rasteiro para Nenê e este não conseguiu rematar, surgindo então Edson ao segundo poste a chutar para defesa de Paiva para canto. O melhor lance dos madeirenses.
Os visitados começaram a pressionar, e com Juninho em campo, ganharam maior criatividade. Só que estava complicado ultrapassar a bem organizada defesa do Rio Ave.
Apesar do tudo por tudo, os homens de Manuel Machado não tiveram arte para vencer a defesa dos vila-condenses que, à medida que o tempo foi passando, fechou a sete chaves a sua baliza. Só de bola parada (canto) é que os alvinegros ainda criaram ao incómodo ao conjunto contrário, que se limitou a defender e despejar bolas para o meio-campo nacionalista.
É um empate que se acaba por aceitar, até porque, as duas melhores ocasiões foram desperdiçadas pelo Rio Ave. No entanto, os madeirenses poderiam ter chegado ao triunfo.