Dois jogos e duas vitórias. Pelo menos durante um dia, o Nacional é líder da I Liga. Valeram dois golos conseguidos na segunda parte e em escassos quatro minutos. Depois, os homens de Manuel Machado, apesar da boa reacção da Naval conseguiram aguentar o maior atrevimento dos figueirenses que apenas conseguiram reduzir a diferença. Muito sofrimento, mas também paciência e labor deram um triunfo justo aos alvinegros que dominaram mais. E Mateus ainda desperdiçou o 3-1 já em tempo de descontos.
Manuel Machado deixou mesmo Bruno Amaro no banco, o autor de dois golos frente ao Leixões, fazendo regressar o capitão Patacas ao posto de lateral direito. Manteve a aposta no seu 4x4x2, enquanto que Ulisses Morais apresentou o seu 4x2x3x1, sem o castigado Baradji e com Godeméche no seu lugar.
Durante a primeira parte foram os madeirenses que mandaram mais na partida e estiveram mais perto de marcar, embora sem grandes ocasiões para tal. No entanto, Rafael Bastos aos 15¿ acertou no poste da baliza de Jorge Batista com a este a limitar-se a seguir a trajectória da bola. Esta foi a melhor situação dos locais até aos 38 minutos, altura em que Mateus fez um cruzamento rasteira na direita surgindo Nenê a rematar à boca da baliza mas muito por alto. Um grande falhanço do avançado brasileiro.
Até ao intervalo, os homens da Choupana continuaram a mandar mas sem conseguir atingir a baliza adversária.
Desnorte de quatro minutos
Manuel Machado retirou Edson ao intervalo e fez entrar Juninho. E foi este brasileiro que abriu o caminho para a vitória. Ao minuto 47 fez um remate à baliza que Mateus soube desviar e inaugurar o marcador. Nada melhor que marcar logo no recomeço. Mas os locais aumentaram a pressão e quatro minutos depois, num bom lance entre Nenê e Alonso este bateu Jorge Batista pela segunda vez, com um remate rasteiro.
Ulisses Morais mal teve tempo de pensar e mexeu na sua formação fazendo duas alterações de uma só vez aos 55 minutos: saíram Godemeche e Davide, entrando Michel e Bolívia.
Após os dois golos sofridos os homens da Figueira da Foz reagiram e estiveram perto de marcar aos 60 minutos. Marinho rematou forte e Bracalli largou a bola para a sua frente mas Michel falhou a recarga, rematando por alto.
Diego assusta e Paulão marca
Dando continuidade à reacção que encetaram, os pupilos de Ulisses Morais tornaram-se mais atrevidos e tiveram sucesso. Primeiro aos 66 minutos, Diego Ângelo de livre directo atirou forte à barra e três minutos depois, após a cobrança de uma falta na esquerda por Alex Hauw, Paulo desviou bem de cabeça e bateu Bracalli. Estava lançada de novo a partida.
Até ao final, os visitantes tentaram chegar ao empate, mas o Nacional conseguiu manter a segurança defensiva e espreitar o contra-ataque, denotando confiança e maturidade.