O Nacional da Madeira foi uma equipa com um modelo bem consolidado e apareceu em Guimarães a jogar com apenas um português (Patacas), oito brasileiros, um argelino (Halliche) e o angolano Mateus. Mas, de facto, Manuel Machado tem à vista obra feita e promete devolver a equipa insular às manchetes da Liga portuguesa.
O V. Guimarães sofreu a primeira derrota na Liga e deixou escapar a possibilidade de subir mais alguns lugares na classificação. Um mês depois de receber a primeira jornada, o D. Afonso Henriques voltou a agitar-se para o Vitória-Nacional, jogo fértil em suspense e emoções.
No dia do 86º aniversário, o Vitória não aproveitou esse ponto de partida para soprar as velas, frente a um Nacional intolerante no futebol apresentado, que acabou por resultar em termos de ataque. Na sombra do golo, o Nacional mostrou ser veloz a atacar e abriu o activo por intermédio de Nené, após falha clamorosa de Sereno, que teve estreia aziaga na competição. O Nacional materializou o maior ascendente.
Depois do 1-0, Cajuda promoveu desde logo uma alteração: retirou João Alves, o que lhe valeu grandes assobios. Mas o técnico leu bem o jogo e teve rasgo, pois com a alteração começou a ganhar a luta do meio-campo, já que obrigou o Nacional a desfazer o losango do miolo e obrigou também Cléber a recuar para a zona central da defesa madeirense, para marcar o recém-entrado Douglas. Desta forma, os madeirenses perderam o controlo da linha média e o V. Guimarães pegou no jogo, valendo nesta fase Bracalli, que correspondeu com boas defesas e a impedir Douglas e Desmarets de festejar.
Pouco depois, Machado apercebeu-se do sucedido e lançou Felipe Lopes para o lugar de Edson. Cléber avançou para o miolo de novo e equilibrou o jogo a meio-campo.
O Vitória tentou reagir, mas sem efeitos práticos. Quis muito, mas pôde pouco. É verdade que atacou muito, mas fê-lo em esforço. A pouca inspiração do ataque foi evidente, e o que de bom fez esbarrou em Bracalli.
Penalty e expulsões
Entre um Vitória lutador e um Nacional a jogar bem, com melhores contornos de golo, a formação insular ampliou a vantagem na segunda parte. Nené foi derrubado por Gregory e Alonso, de paradinha, converteu a grande penalidade, sentenciando, praticamente, o encontro, até pelo acerto com que a defensiva madeirense se impôs.
Logo a seguir, Sereno foi expulso por agressão a Rafael Bastos e tornou as coisas mais complicadas para o Vitória. Gregory viu cartão vermelho pelo mesmo motivo e deixou a equipa ainda mais inferiorizada.
De facto, o Nacional acentuou a pressão e criou melhores lances. Com isso manteve a invencibilidade no campeonato e conquistou a primeira vitória na cidade berço na última década, que lhe vale a liderança na Liga.