O Conselho de Disciplina da Federação instaurou-lhe até um processo disciplinar por ter invadido o balneário do árbitro e ter protagonizado uma reação menos própria.

Nuno Espírito Santo admite que sim, isso tudo aconteceu e não tem explicação, mas tem atenuantes: Bruno Paixão estava a ouvir música aos gritos. Na circunstância, «Mentira», de João Pedro Pais.

«Não há praticamente nada que desculpe o meu comportamento e que o faça impune. Mas coisas que o justificam», começou por dizer.

«Dentro da conduta desportiva correta, não considero aceitável, e penso até que é uma falta de respeito, que após um jogo de futebol o árbitro, dentro do seu balneário, que fica contíguo ao balneário das equipas, ouça música de uma forma inaceitável, perturbando, inclusive, a conversa das outras pessoas.»

«O que aconteceu não foi relacionado com o trabalho do árbitro no jogo, mas que a euforia da vitória e a tristeza da derrota devem ser respeitadas por todos os intervenientes do jogo.»