O Sporting publicou esta quarta-feira um documentário exaustivo sobre o longo processo de recuperação de Nuno Santos, desde o momento em contraiu a grave lesão, em outubro de 2024, até à atualidade, com o testemunho do próprio jogador, mas também da família, médicos, treinadores e companheiros de equipa. Uma prova de superação do extremo aqui bem documentada ao longo de quinze meses de sofrimento para terminar com um sorriso bem aberto.

Um documentário que começa com as primeiras declarações de Ruben Amorim a dar conta da gravidade da lesão de Nuno Santos, a 24 de outubro de 2024, logo após o jogo com o Famalicão. Segue-se Nuno Santos a falar das primeiras sensações sobre a lesão, a opinião do fisioterapeuta que o assistiu e as reações dos companheiros. «Sou um jogador que suporta muita coisa, mas ali, estava desesperado. Quando olhei para o meu joelho, quase a perder os sentidos, percebi o quão grave havia sido», assume o extremo.

É também com palavras de Amorim que o documentário parte para o processo de recuperação. «Vamos sentir muito a falta dele, ele a refilar, dos gritos dele no corredor, mas ele vai estar lá, portanto, os fisioterapeutas vão passar um mau bocado. Nós vamos ajudá-lo, ele vai recuperar», atirou o antigo treinador na conferência de imprensa que se seguiu.

Uma lesão muito complicada, como explica o médico do Sporting, João Pedro Araújo. «É uma lesão que não está tão estudada, mas sabemos que metade dos atletas que a têm não conseguem depois voltar a fazer a atividade que tanto gostam», destacou.

Seguiu-se a cirurgia, no Hospital da CUF, e, dois dias depois, o início do longo processo de recuperação, com imagens do primeiro Natal, da passagem de ano, com a presença do roupeiro Paulinho, e de uma festa de aniversário surpresa, organizada pela mulher de Nuno Santos.

Seguem-se os longos meses de fisioterapia e ginásio, comentados por Daniel Bragança, que passou por um processo idêntico, até à desilusão, no arranque da presente temporada, com o adiamento do regresso à atividade que só acabou por acontecer já em fevereiro de 2026, primeiro com 26 minutos na equipa B, depois com mais 43 na Taça de Portugal, no difícil triunfo diante do AVS (3-2). «Nós temos todos um objetivo na vida e o meu objetivo é ser feliz a jogar à bola».

A parte final do documentário é já com um Nuno Santos sorridente, com o primeiro treino, o primeiro contato com a bola, a deslocação com a equipa a Bilbau e o tal momento em que substitui Francisco Trincão na Taça de Portugal, com o estádio de pé a aplaudir.

Quinze emotivos meses concentrados num documentário de 27 minutos.

Ora veja: