É uma notícia que está a chocar o futebol nacional e internacional.

Diogo Jota faleceu na madrugada de quinta-feira depois de um acidente de viação em Zamora, Espanha. Segundo as informações que correm, Diogo Jota seguia para Santander com o irmão, onde iria apanhar o barco para Inglaterra, para seguir para Liverpool.

O internacional português não foi de avião porque conselho dos médicos, ele que fez recentemente uma pequena intervenção cirúrgica.

Quando seguia na A52, perto de Zamora, o pneu do Lamborghini terá rebentado e a viatura incendiou-se rapidamente.

«A informação que temos até ao momento é que o carro, um Lamborghini, sofreu um acidente de viação e despistou-se devido ao rebentamento de um pneu durante uma ultrapassagem. Foi na madrugada, 00h30 [locais], no município de Cernadilla, na província de Zamora. O carro incendiou-se e os dois ocupantes morreram», explicaram as autoridades espanholas à BBC, confirmando as identidades de André Silva e Diogo Jota.

Ademais, a imprensa espanhola explica que o carro onde seguia o internacional português saiu da autoestrada A-52 e acabou por se incendiar. No veículo seguiria também o irmão de Jota, André Silva, jogador do Penafiel.

O jogador tinha casado no dia 22 de junho e tinha 28 anos. Deixa três filhos, todos pequenos.

Quem foi Diogo Jota

Nascido a 4 de dezembro de 1996 no Porto, Diogo Jota foi um jogador discreto fora de campo, mas explosivo dentro das quatro linhas. Avançado inteligente, com faro de golo e capacidade para jogar em várias posições do ataque, afirmou-se no Liverpool por mérito próprio, após uma carreira feita a pulso.

Cresceu a jogar nas ruas de Massarelos e começou a dar os primeiros toques no Gondomar SC. Mas foi no Paços de Ferreira que deu nas vistas, ainda adolescente, quando espalhou maturidade e se afirmou pela equipa principal ainda com 17 anos, no futebol de adultos que é a liga.

Rapidamente os tubarões o identificaram e o Atlético de Madrid acabou por ganhar a corrida, tendo-o contratado em 2016.

Nunca vestiu oficialmente a camisola rojiblanca e foi emprestado ao FC Porto, onde viveu a primeira grande experiência num clube de topo. Mas foi em Inglaterra que o seu talento floresceu. Primeiro no Wolverhampton , no qual se tornou figura de proa na subida à Liga Inglesa e mostrou talento para mais.

O salto deu-se em 2020: Jürgen Klopp chamou-o para o Liverpool, e Jota não desapontou. Estreou-se com golos, adaptou-se ao exigente sistema de jogo dos Reds e tornou-se numa titular na frente de ataque, desfazendo o ataque de sonho da equipa formado por Sadio Mané, Roberto Firmino e Mohamed Salah: na circunstância, foi Firmino que saiu do onze para dar lugar ao português.

Rápido a pensar e a executar, tornou-se especialista em aparecer no sítio certo, no momento certo.

Na seleção nacional, chegou à equipa principal em 2019 e desde então tem sido presença regular nas convocatórias. Esteve no Euro 2020 e no Mundial 2022, e soma dezenas de internacionalizações e golos. O seu estilo encaixa na nova geração portuguesa: versátil, trabalhador e com fome de vencer.

Mais do que um craque de manchetes, Diogo Jota foi um jogador de equipa, daqueles que os treinadores adoram e os adversários temem. Aos poucos, e numa carreira construída a pulso, com uma formação que não passou por um clube grande, tornou-se figura de destaque a nível mundial, com golos e muita resiliência..