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Fundado em 1910, tornou-se desde essa altura o porto de abrigo do Manchester United. Robusto, modernizado em várias fases ao longo dos anos, recebeu dois jogos da selecção de Portugal durante o Campeonato do Mundo de 1966 (3-1 à Hungria e 3-0 à Bulgária) e testemunhou noites de glória, ano após ano, década após década.

Com capacidade para cerca de 76 mil espectadores, possui uma assistência média de 75.292 pessoas na temporada de 2008/09. Está, invariavelmente, lotado para todos os jogos do Manchester United.

O sagrado e o profano de mãos dadas

Ao longo de toda a fachada são várias as homenagens aos retratos vivos da história do ManUtd. Sir Matt Busby, Dennis Law, Bobby Charlton e George Best estão imortalizados em estátuas; a sórdida tragédia aérea de Munique em 1958 é recordada numa placa discreta e, bem por cima, um relógio está parado, a marcar até ao infinito as horas do acidente de aviação: 15h04. O silêncio arrepia.

Laivos sentidos de homenagem àqueles que edificaram o clube e pereceram em seu nome. Num plano mais fresco, na base da bancada de North End, o mítico Red Cafe e bem perto o sumptuoso museu do clube, que recebe cerca de 200 mil visitantes por ano. Cristiano Ronaldo tem um lugar especial, com a camisola autografada que envergou no dia da sua apresentação. Um par de chuteiras prateadas do internacional português faz também as delícias dos visitantes.

O sagrado e o profano em harmonia, de mãos dadas. Corredor atrás de corredor, centenas de fotografias e, por fim, o balneário. As camisolas dos jogadores estão expostas nos lugares reservados a cada um deles. Percebe-se que Cristiano Ronaldo se senta entre Nani e Wayne Rooney. Mais ao lado, o brasileiro Anderson (ex-F.C. Porto). Ladeados por uma área de 50 metros quadrados, não mais, fechamos os olhos e sentimo-nos parte de uma palestra de Alex Ferguson. Mas a realidade bate-nos no ombro, abrupta.

Nas imediações, uma piscina, uma sala de aquecimento, uma zona multimédia e uma creche (!). É neste último espaço que ficam os filhos dos jogadores e de outros elementos que trabalham no clube.

Um túnel que nos conquista

O túnel de acesso ao relvado é um dos que mais nos marca. O hino oficial do Manchester United ecoa ininterruptamente, taças, momentos cravados no tempo em flashes fotográficos e ao fundo, bem ao fundo, um verde que faz adivinhar o palco principal dos anseios ingleses.

Rodeados pelo encarnado das bancadas, sentimo-nos infinitamente pequenos e conquistados pelo misticismo do local. É precisamente isto que não pode acontecer com os jogadores do F.C. Porto: imponham-se, sejam enormes!