Como é habitual, Jorge Costa não mexeu na estrutura da equipa, o normal 4x3x3 com o rotineiro onze das últimas jornadas. Rui Baião recuperou da fractura ao nariz frente ao F.C. Porto e ocupou a sua posição de médio defensivo, com Castro e Rui Duarte a pautarem o jogo ofensivo, no meio-campo. Djalmir, referência atacante, tinha Paulo Sérgio e Ukra para o servir, nos extremos.

António Conceição dispôs o Belenenses em 4x4x2, com Celestino e André Almeida no miolo, Barge e Miguelito mais encostado às linhas laterais. Lima e Yontcha foram os elementos mais adiantados da equipa, que, na defesa, trocou o lesionado Beto, por Mustafá.

Com maior pressão do seu lado, o Belenenses começou o jogo melhor, cabendo-lhe o primeiro remate, por Lima (4). Aos poucos, o Olhanense foi entrando na partida, equilibrando-a e adquirindo ligeira vantagem, traduzida em maior posse de bola e muitas dificuldades em jogar junto da baliza adversária, face ao povoamento na zona intermediária azul, cortando muitas linhas de passe aos locais.

A estratégia atacante dos visitantes passava por explorar o centro da defesa algarvia, com muitos passes para as costas de Tengarrinha e Miguel Ângelo. E foi assim que o Belenenses se colocou em vantagem, por Lima (20), que aproveitou assistência de Miguelito, que antes (9) e depois (25) falhou na recepção da bola, quando já tinha ganho posição aos centrais algarvios.

O Olhanense acusou o golo e não foi a mesma equipa a trocar a bola, que, sabe-se, é um dos seus pontos fortes. A bola não chegava a Djalmir, os passes não tinham a melhor direcção e estava complicado chegar ao empate. Mas, revendo um filme visto recentemente no Dragão, João Gonçalves marcou de forma rápida um livre (tal como Ruben Micael frente ao Arsenal) para Castro, apanhando a defesa visitante parada e rematou cruzado, empatando o jogo.

A segunda parte começou com menos intensidade, com as duas equipas sempre muito distantes das balizas, cenário que levou a que começasse cedo a dança das substituições, com Toy e Fajardo a reforçarem o ataque das suas equipas.

Sem que nada o previsse, tão longe que a bola andava, o Belenenses voltou a adiantar-se no marcador, novamente por Lima (61), agora de cabeça, na sequência de um livre cobrado por Celestino. Jorge Costa apostou no arsenal ofensivo que tinha no banco, lançando Yazalde e Greg Nwokolo, mas sem efeitos práticos. O Belenenses soube explorar o adiantamento do Olhanense, que passou a actuar com três defesas, e Barge (79) aumentou a vantagem, em jogada individual, desde a entrada do meio-campo.