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dossier anónimo, enviado a vários media com o sugestivo título «Os esqueletos no armário de Platini». A UEFA, em defesa do seu presidente, exigiu à FIFA uma investigação à «campanha injuriosa» na firme convicção de que os documentos tinham vindo de Zurique.

Em 18 de setembro foi a vez de Jerôme Valcke, secretário-geral da FIFA desde 2007, o ano em que Platini chegou à presidência da UEFA, ser suspenso de funções, depois de documentos, o ligarem a um esquema de revenda ilegal de bilhetes de jogos do Campeonato do Mundo. Valcke reclamou inocência, deixando no ar que Nyon estava por detrás do sucedido.

Menos de uma semana depois, nova mudança de serviço: a arma de arremesso é, desta vez, a verba de 1,8 milhões de euros que a FIFA pagou a Platini, em 2011 (ano chave em todo este processo), por serviços prestados entre 1999 e 2002. Tudo legal, por serviços efetivamente prestados, garantiu o presidente da UEFA - que pouco depois desta cobrança invulgarmente tardia tinha apoiado a reeleição de Blatter para o quarto mandato.

Nada neste processo é particularmente novo, ou surpreendente. Com eleições da FIFA marcadas para 26 de fevereiro, o que tem estado em jogo, entre os nomes falados e os que permanecem na sombra, é um processo seletivo de informação, que, antes de tudo o resto, se destina a provar que quem cair não quer cair sozinho.

Há 41 anos, no filme «O Padrinho II» - que, salvo melhor opinião, tem o processo de legitimação do poder como tema central - Francis Ford Coppola e Mario Puzo explicaram tudo isto de forma bem mais elegante e sucinta pela voz de Al Pacino/Michael Corleone.



A frase - « keep your friends close and your enemies closer» - tem mais impacto em inglês. E assenta como uma luva em estruturas de poder como as da FIFA, onde amigos e inimigos se fundem nos corredores, com palmadas nas costas e música siciliana em fundo.