Antes José Mota, agora Paulo Sérgio. Quem consegue ficar impassível e não esboçar um sorriso de perfídia a cada presença dos técnicos perante a comunicação social? Fato, gravata, a melhor das gabardines e¿ oops, lá está ele, garboso, berrante e incontornável. Sempre cuidadosamente colocado, de forma a rentabilizar um dos principais patrocinadores do P. Ferreira: a empresa JCA.

O Maisfutebol aproveitou o balanço dado pela qualificação inédita do P. Ferreira para a final do Jamor e foi conhecer melhor a companhia que dá o nome ao famoso boné. Vitor Tomé, director-comercial, elogiou a parceria.

«Fique bem ou mal, todas as pessoas que acompanham o futebol sabem que o boné é da JCA. Aproveitamos bem a imagem honesta do clube a que nos unimos e a final da taça vai ser um bónus para esta união», revelou, antes de dar um exemplo delicioso que comprova a vantagem da associação.

«Estávamos a montar uma das nossas lojas em Lisboa e entrou um miúdo acompanhado pelo pai. Mal viu os nossos bonés pediu logo um. É daqueles que o treinador do Paços usa, disse a criança. Ficámos espantados e confirmámos que a mensagem realmente passa.»

A segunda presença no Jamor

Esta não será a primeira vez que o boné JCA estará na final da Taça de Portugal. Na temporada de 1996/97, a empresa de electrodomésticos, telecomunicações e combustíveis era o principal patrocinador do Boavista e nesse ano os axadrezados bateram o Benfica por 3-2 no jogo decisivo.

Actualmente, a companhia está ainda presente nas camisolas do Freamunde e patrocina também a judoca Telma Monteiro. Isto, além do apoio publicitário a várias equipas de formação da zona norte do país e aos seniores do Torcatense.

Mas, afinal, de quem foi a brilhante ideia de atirar o boné para a frente das câmaras? Quem foi o mentor da estratégia que coloca esta peça cada vez mais conhecida da nossa Liga nas flash interviews?

«Por acaso, quando iniciámos a nossa parceira com o P. Ferreira, o anterior patrocinador já aparecia de vez em quando representado no final das partidas. Nós aproveitámos o embalo e fizemos disso uma regra. Tem resultado muito bem», explicou Vitor Tomé.