O epílogo da temporada do Benfica tudo levou da Luz. Campeonato, Liga Europa e Taça de Portugal, por esta ordem, caíram nas mãos de FC Porto, Chelsea e Vitória Guimarães. Pablo Aimar viveu tudo no banco de suplentes e no balneário, essencialmente. No Dragão ainda entrou perto do fim, para ver na relva o golo de Kelvin. Três meses depois, dá a sua versão dos factos ocorridos, incluindo o empurrão público de Cardozo a Jesus. Tudo nesta entrevista exclusiva ao Maisfutebol.

O final da temporada passada foi duro para o Benfica. Como é que um grupo esquece e dá a volta a isso?

«Tem de dar tudo diariamente, sempre, para realizar uma época tão boa como a anterior e fazer com que no fim não se cometam erros. O treinador, a estrutura e os jogadores dão garantias. O Benfica é um clube imenso e tem de jogar sempre para ganhar títulos».

No empate contra o Estoril ficou no banco e no Dragão entrou a dez minutos do fim. Que leitura faz dessas duas partidas malditas para o Benfica?

«Posso começar por falar em má fortuna. Em determinados momentos isso foi evidente. A equipa teve um ano fantástico, fez tudo bem, mas não conseguiu coroar o bom futebol com troféus. Não consigo fazer uma análise diferente, mais completa. Mesmo na final da Liga Europa viu-se que o Benfica esteve à altura das circunstâncias. Contra o então campeão da Europa fizemos um bom jogo e podíamos ter vencido. Estivemos a um passo de fazê-lo».

Falemos do que se passou entre Cardozo e Jesus no Jamor. O clube geriu bem o caso?

«São duas pessoas que podem voltar a dar-se bem. E vão fazê-lo. Eles sabem que o mais importante é o clube. Há milhões de momentos desses no futebol e não podemos dar-lhe mais importância do que aquela que tem. Em qualquer outra área, noutro âmbito, alguém se pode zangar com um colega de trabalho. Foi isso que se passou».