27 jogadores portugueses

«Foi uma experiência muito boa, tinha acabado de sair do Benfica e de ir para o Vitória, foi um momento especial. Nessa altura, Portugal não ia com grande frequência às fases finais, pelo que senti a chamada como o coroar de uma carreira», contou, ao Maisfutebol.

De saída da Luz por decisão do treinador Artur Jorge, Paneira acredita que, se tivesse ficado no Benfica, «tinha tido outro peso» na seleção de 96. «Fui convocado por justiça desportiva, nesse ano fui considerado o melhor jogador do campeonato pelo jornal "A Bola". Acredito que, noutras circunstâncias, teria uma oportunidade».

O ex-futebolista garante que não guarda «rancor» dessa época, até porque «a principal razão» de não ter jogado «foi o Figo estar em grande forma». «Mesmo assim, houve substituições e eu não joguei. Podia ter tido uma oportunidade...», lamentou.

Paneira contou 46 internacionalizações e fez quatro golos com a camisola das quinas. A sua geração foi «castigada» pelos sucessivos falhanços nos apuramentos. «Houve ali um intervalo de gerações, não só para mim, mas para outros grandes jogadores. Passámos um pouco ao lado das fases finais, se tivéssemos ido tínhamos condições para ir longe».

Hugo Viana devia ter sido convocado

O ex-jogador do Benfica e do V. Guimarães acredita que a seleção «vai fazer uma campanha extraordinária» no Euro 2012, mas avisa que «a euforia não pode ser desmedida».

«Nós somos sempre favoritos sem nunca ter ganho. Portugal tem dos melhores jogadores do mundo, dos melhores treinadores, das melhores equipas, mas tem de refrear os ânimos», aconselhou.

Quanto à convocatória de Paulo Bento, Paneira constata que o selecionador «tem o seu grupo, forte, à semelhança de Scolari, e não mexe muito». O ex-internacional português afirmou que, «pelo que fez durante a época», «seria de inteira justiça» que Hugo Viana tivesse sido convocado.

Vítor Paneira, atual treinador do Tondela, da II Divisão, está a tentar a subida. «Pode ser um momento histórico para o clube, que nunca esteve nas ligas profissionais». Quanto ao futuro, diz apenas que tem «duas ou três situações para avaliar».