«Ele lá saberá por que disse aquilo, mas penso que ele agiu mal. Quando tiver de me oferecer a um clube, prefiro deixar de jogar à bola. Quem me conhece, sabe que eu não faria isso. Felizmente, tenho recebido propostas, inclusive para renovar pela Naval», desvendou o jogador ao Maisfutebol que, confrontado com a possibilidade de um desses convites ter partido justamente do V. Guimarães, não conseguiu disfarçar um certo desconforto: «Não quero falar muito sobre o assunto, porque isso seria colocar mais lenha na fogueira.»

Por enquanto, assegura Paulão, o tempo é de ponderar as várias possibilidades, de Portugal e do estrangeiro, pois ainda não tomou qualquer decisão. «Em primeiro lugar, estará sempre a minha família. A minha esposa está grávida e tenho de levar isso também em consideração», sublinhou.

Campeão do fair-play

O capitão da Naval faz jus à braçadeira e, apesar de ser central, apenas viu um cartão amarelo até momento em 22 partidas na Liga. A folha de serviço praticamente imaculada deve-se, segundo o brasileiro, a um bom sentido de colocação. «Eu tento estar sempre no lugar certo mas procuro jogar sem me preocupar com esse registo. Agora não posso esconder que procuro evitar suspensões porque gosto muito de jogar [risos].»

Paulão foi um dos jogadores utilizados por Ulisses Morais no jogo frente à equipa de juniores, que terminou com uma goleada de 12-0 dos mais velhos. Zé Mário já jogou e colocou ponto final numa recuperação de seis meses, mas as piores notícias vêm de Dudu e Bolívia que continuam a trabalhar à parte e estão em dúvida para o encontro com o Paços de Ferreira, no próximo domingo.