«Vamos ver amanhã. A convocatória irá ser fornecida. Em primeiro lugar os jogadores saberão, por isso não vou individualizar quem vai jogar. (...) Eu já tenho a certeza de quem vai jogar, os onze. (...) Ter os jogadores todos disponíveis [para a baliza] é um bom problema, é o desejo de qualquer treinador. Infelizmente, nalguns sectores, não temos tido esse privilégio», comentou Paulo Bento.

Para o treinador leonino, a rotatividade não é sinónimo de crise no balneário, que sente estar plenamente do seu lado. «Mal seria se não sentisse. Quando não se sente que se tem o plantel há duas possibilidades: ou sai quem não se quer montar [às costas do treinador, numa referência a Carlos Martins, na época passada] ou sai aquele que quer que se montem. É simples, ou uns ou outros, há poucas soluções. (¿) Cada momento é diferente, não há momentos iguais e as coisas têm de ser geridas consoante o momento da equipa.»

Também Ronny, apto, não entra nas contas de Paulo Bento, resta Marian Had na convocatória, titularidade sobre a qual o técnico também não quis pronunciar-se. «O Sporting não tinha perdido nenhuma opção antes, nem ganhou. O Had é jogador, teve numa fase uma lesão que o impediu de ser opção, depois a nossa escolha recaiu noutro jogador [Ronny] e em Manchester recaiu sobre o Had, como no Nacional. Agora se irá jogar ou não também não o irei dizer», assegurou.

A lesão do jovem paraguaio Luis Paez, as limitações de Yannick Djaló e a recuperação que ainda dura de Derlei permitem a Paulo Bento contar somente com Liedson e Purovic. Um ou os dois no onze foi estratégia que voltou a esconder: «As duas possibilidades existem. A possibilidade de jogar só com um ponta-de-lança não alterando o modelo de jogo só o sistema, ou correndo logicamente mais riscos por não ter outra alternativa no banco, de iniciar o jogo dentro do nosso sistema habitual.»