«Se fizermos o nosso trabalho, garantimos o que já temos. Se acharmos que isso é pouco, arriscamo-nos a nem ir à pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Até podemos não acabar campeões, mas o que não podemos é acabar o trajecto em terceiro lugar. É responsabilidade nossa manter o que temos, é responsabilidade só nossa se ficarmos em terceiro lugar. Se perdemos o que temos agora a responsabilidade é totalmente nossa», disse o treinador.

O técnico admite que as lesões são um contratempo, mas não mais que isso. «Com todas as adversidades que temos neste momento, em temos de lesões num determinado sector, temos obrigação de garantir aquilo que temos neste momento. Onde se vê as boas equipas, os bons jogadores e o carácter é na adversidade. Aí é que se vê quem é quem. Quando tudo corre a favor é natural que todos sejamos melhores», sublinhou o técnico do Sporting.

Paulo Bento lembrou ainda a atitude da equipa frente ao Leixões como modelo a seguir em Guimarães: «As ausências não se vêem apenas no onze, mas também nas opções que temos durante o jogo, acima de tudo num sector que partiu com oito elementos e neste momento tem apenas cinco disponíveis. É importante jogar com outros valores, com o sacrifício e espírito de equipa que tivemos em Matosinhos. Temos acima de tudo de ser uma equipa competitiva», frisou.

«Izmailov e Yannick são menos duas soluções, agregando às que já tínhamos do Rochemback, do Grimi, do Vukcevic, estes dois casos até final da temporada», constata Paulo Bento: «Mas isto não nos pode nem deve impedir de fazer o nosso trabalho. Não nos deve desviar do objectivo que temos para o jogo de Guimarães, sabendo que é extremamente complicado, frente a uma equipa com objectivos diferentes dos nossos, mas com igual pressão. Nós a de não perdermos para não ficarmos com maior distância do primeiro lugar, o Vitória para não ficar mais longe dos lugares europeus.»