Halliche, Magique e Paulo Grilo representaram o clube num dia diferente, que serviu essencialmente para os atletas perceberem melhor o trabalho nas várias corporações. No final, o mais jovem do trio serviu de porta-voz, já com o jogo de domingo no horizonte. A Briosa, recorde-se, ainda não venceu esta época.

«Não será diferente por ser um clássico. É contra um adversário direto, que luta pelos mesmos objetivos que nós, e, em casa, a responsabilidade recai mais sobre nós. É um jogo para ganhar. Pressão? Não. Pressão têm os bombeiros [sorriso]», atirou, de pronto, Paulo Grilo, que não sabe ainda se um possível triunfo será dedicado àqueles que acabaram de visitar.

«Primeiro, vamos pensar em ganhar, por nós, porque ainda não ganhámos e custa não ter ainda conhecido esse sabor. Depois, estarmos hoje aqui, com os bombeiros, é um pequeno gesto de solidariedade e respeito por aquilo que fazem por nós, pelo povo», acrescentou.

«Se continuarmos na onda positiva que tivemos no último jogo, com a mesma organização e um pouco mais de eficácia, possivelmente sairemos com uma vitória. O empate com o Estoril e estas duas semanas de trabalho vieram trazer confiança», assegurou, mostrando respeito pelas opções do técnico e, ao mesmo tempo, prometendo trabalhar para agarrar uma oportunidade.

Mário Nobre, segundo comandante dos Bombeiros Voluntário de Coimbra, por seu lado, enalteceu toda a solidariedade que o clube tem demonstrado. «Estamos habituados a trabalhar sem sermos reconhecidos e, como tal, quando acontece dá-nos uma força ainda maior. Isto ajuda a Académica e também os bombeiros», finalizou.