A luta das equipas portuguesas continua. FC Porto e Benfica fizeram a sua obrigação e as decisões estão aí.

Os grupos estão equilibrados e, quanto ao que se segue, o FC Porto falhar na deslocação a Copenhaga pode ser fatal, face à dificuldade na recepção a o Leicester na última jornada.

O Benfica vive a mesma situação e a deslocação à Turquia, no terreno do Besiktas, assume carácter quase decisivo. A recepção ao Nápoles na última jornada tem naturalmente uma grande exigência.

O Sporting, apesar de derrotado e face ao resultado do Real Madrid, ainda pode sonhar com o apuramento para a fase seguinte. É certo que não ficou matematicamente afastado e para já so vencendo o Real pode alimentar esse sonho. Olhando para os números, em caso de derrota em casa, a decisão para continuar na UEFA seria decidida em Varsóvia. Dois caminhos, veremos o que nos traz esta quinta jornada da Liga dos Campeões.

Como tem sido hábito, fica a minha análise aos pontos positivos e negativos desta jornada europeia.

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Na Luz Lindelof esteve em bom plano. O jovem defesa sueco esteve seguro, bem posicionado e com cortes importantes. Com bola esteve bem e soube entregá-la sempre jogavel.

 

Pizzi teve mais um jogo com bom rendimento no Benfica-D. Kiev. A saber os caminhos que pisa, inteligente nas suas acções e a gerir o ritmo do jogo como deve ser.

Fejsa, mais uma vez, esteve em todas. Bem nos momentos de pressão, nas coberturas…determinante no equilíbrio. Face à importância na equipa, uma grande baixa para o Dragão.

Ederson surge aqui no mais e no menos. No menos, porque cometeu um erro e deixou a Luz em suspenso. Uma leitura inapropriada e uma má abordagem do lance aos 68 minutos resultou em grande penalidade. No mais porque soube ser capaz de defender o penalty e foi decisivo na manutenção da vitória do Benfica.

Paulo Oliveira regressou à equipa do Sporting numa novidade de três centrais e, apesar de ter apenas 90 minutos de utilização (contra o Famalicão na Taça de Portugak), soube estar à altura do jogo e respondeu afirmativamente. Foi quanto a mim o melhor dos três. Esteve seguro, concentrado, forte nos duelos e bem na antecipação e apesar de ter responsabilidades partilhadas no lance do golo não mancha a exibição segura que fez.

Gelson continua o seu processo evolutivo e a sua velocidade faz diferença. O jogo do Sporting vive muito da sua capacidade para criar desequilíbrios e a velocidade que imprime nos lances mostra isso mesmo. Nem sempre decidiu bem mas destaca-se pela positiva.

Casillas, apesar de não ter tido muito trabalho, teve duas intervenções de bom nível no FC Porto-Club Brugge. Na primeira parte, ainda com o resultado empatado, e uma outra aos 84 minutos a segurar vantagem. Foi decisivo.

Danilo foi mais uma vez o melhor elemento do meio campo portista. Jogou simples, foi importante nos equilibrios do meio campo e fica na retina um lance em que arrancou com a bola desde o seu meio campo até à área contrária com um cruzamento que deu uma situação de perigo.

 

A dupla de centrais portista exibiu-se em bom nivel. Felipe e Marcano tiveram mais trabalho que o previsto e estiveram sempre bem posicionados. Estiveram seguros, jogaram simples e foram fortes nos duelos (no chão e aéreos)

 

Menos 

Jogar constantemente está a fazer bem a Gonçalo Guedes, mas neste jogo do Benfica com o D. Kiev, apesar de acções com qualidade, exagerou no individualismo, a levar as suas acções até ao limite e com isso a perder várias vezes a bola. Mais simples e decidir melhor traz uma melhoria de rendimento.

Mitroglou não esteve bem. Neste jogo com o D. Kiev revelou dificuldades nas tabelas, na capacidade para segurar a bola e nas situações em que esteve 1x1 não foi capaz de decidir bem. Nas poucas situações que surgiram na área e apesar de ser o seu habitat natural, não decidiu bem nem foi eficaz.

Schelotto, apesar de se ter sentido bem neste novo sistema com três centrais que o Sporting apresentou em Dortmund, deu a profundidade devida mas cruzou normalmente sem acerto e decidiu quase sempre mal. Naqueles momentos espera-se boas decisões.

 

Castaignos foi a surpresa no onze do Sporting e durou apenas 45 minutos. Foi a aposta de Jesus para o onze e contava até ao momento com apenas 29 minutos de utilização. É certo que mostrou pouco, mas foi raras vezes servido em condições e acabou preso entre os centrais do Dortmund

 

A aposta final de Jorge Jesus foi Markovic. Saiu Bryan e entrou o jovem sérvio para o ataque final nos ultimos 15 minutos. Encostado à esquerda, poucas intervenções teve no jogo. Esperava uma alteração mais arrojada por parte de Jesus com a saída de um defesa e mais gente perto de Bas Dost. A ideia foi outra e não resultou.

 

Diogo Jota teve um jogo em que nada saiu bem. Foi complicativo, teve quase sempre más decisões, um pouco à imagem dos seus companheiros e isso teve influência na qualidade de jogo do FC Porto.

 

O jogo colectivo do Porto não entusiasma. Passes errados, poucas decisões acertadas dos seus jogadores e várias vezes um jogo direto, normalmente inconsequente. Foi um jogo com pouca qualidade e com pouco rasgo, mas fica a vitória e três pontos na luta pelo objectivo.