O organismo prepara-se para estudar várias propostas de alteração aos regulamentos, incluindo a possível introdução de «caixas de castigo», ou seja, surgirem suspensões temporárias para os jogadores, à parte dos correntes cartões amarelos e vermelhos. «Sem saber ao certo quando a caixa de castigo apareceria, antes do amarelo ou depois, parece-me uma medida adequada. Uma caixa de tempo que permitisse ter um jogador de fora durante um período determinado, que não a expulsão, poderia ser interessante», reconhece.

O juiz, tenente-coronel do Exército português, não coloca objecções a um intercâmbio de árbitros com outros países. Importar árbitros, pura e simplesmente, não: «Até ironizei com isso. Vinham os dois árbitros do Vitória de Guimarães na Liga dos Campeões, o árbitro do Real Madrid-Osasuna e o árbitro do Suécia-Portugal.»

«Fazer intercâmbio com alguns países, sim, isso seria útil. Quem lê e vê coisas fora de Portugal, percebe que o problema é comum. Em Espanha passa-se a mesma coisa. Em Itália, Colina vive momentos de drama autênticos. Tivemos um recente derby, o Inter-Milan, com um golo marcado pela mão», recorda.

Pedro Henriques defende a profissionalização dos árbitros e aproveitou para responder a um desabafo de Paulo Bento, quando o treinador do Sporting disse que a medida levaria apenas ao surgimento de «profissionais incompetentes». «Só digo uma coisa: em Portugal, o que melhor foi distribuído foi a inteligência. Isto porque todas as pessoas acham que a que têm é a suficiente. Digo apenas isto e as pessoas interpretam como quiserem», remata.