«Está a ser um dos anos mais difíceis para a arbitragem, e eu tenho 18 anos de arbitragem, a caminho dos 19. Isso tem reflexos no recrutamento. Há muitos árbitros a tirar o curso, mas o problema é o afastamento no primeiro ano», começa por dizer.

O árbitro alerta para a falta de meios humanos em Portugal, numa altura em que a imagem do sector da arbitragem está afectada. «Para todos os campeonatos estarem a decorrer, com cada equipa de arbitragem a fazer um jogo por fim-de-semana, seriam precisos sete mil árbitros, e nós temos cerca de três mil em Portugal.»

«Sou completamente a favor das novas tecnologias. Já nem falo do chip, falo especificamente do visionamento de imagens. É a grande tecnologia que faz falta ao futebol. Os tempos mudaram. Farmácia escrevia-se com ph. O futebol tem de se adaptar, e não acho que ficasse a perder. Iria ganhar na verdade desportiva. Não podia ser cada lance, cada repetição. Talvez como o ténis, em que cada parte ter direito a um ou duas situações por jogo. As situações graves são três ou quatro por jogo, e já estou a exagerar», considera.