Natural de Pato Branco, Paraná, Alexandre Pato parecia ter tudo para ser uma das grandes estrelas do futebol mundial.

Com apenas 16 anos, foi chamado aos sub-20 do Inter de Porto Alegre, no Campeonato Brasileiro, disputando partidas frente a adversários quatro anos mais velhos.

Mas a diferença de idades não o assustou e foi o melhor marcador da prova, com sete golos. Ajudou ainda o Inter a ser campeão, conquistando o título individual de melhor jogador da competição.

Estava lançada uma carreira que prometia ser fulgurante. E os anos seguintes pareciam confirmá-lo: nos meses seguintes, participou, com apenas 17 anos, na conquista do título mundial de clubes do Internacional.

A 13 de dezembro de 2006, fez hitória ao quebrar um recorde que era de Pelé há quase meio século: foi o mais jovem jogador a marcar um golo numa competição FIFA, ao fazer o primeiro golo do Inter no duelo com o Al Ahly (triunfo 2-1): tinha apenas 17 anos e 102 dias de idade.

Ainda antes, em novembro, estreou-se como titular da equipa principal do Inter, num duelo para o Brasileirão com o Palmeiras.

Em 2007, muitos já o apontavam como a «next big thing» do futebol brasileiro.

O salto para o AC Milan foi natural: com 18 anos, surgia como o novo número 7, que até então tinha Shevchenko como dono. Uma responsabilidade enorme, à dimensão dos 24 milhões de euros que o Milan teve que desembolsar (segunda maior transferência do futebol brasileiro à época, só atrás dos 31 milhões de Denilson para o Bétis).

Só que Pato não correspondeu às expetativas em Itália. Foi vítima de lesões, de alguma falta de adaptação e de uma grande irregularidade exibicional.

Os cinco anos de Alexandre Pato no AC Milan não foram ao nível do que se esperaria.

Em 2007, então com 18 anos, o jovem atacante era uma das maiores promessas do futebol internacional.

Com tudo isso, falhou o Mundial-2010. Pelo meio, houve um ou outro momento a recordar, como um golaço em Barcelona, em Camp Nou, em 2011, num empate a 2-2 entre Barça e AC Milan.

O regresso ao futebol brasileiro foi a melhor saída para um relançamento de uma carreira que, cinco anos depois do auge prematuro aos 18, parecia estar em risco de queda.

No Corinthians, protagonizou a compra mais cara da história de um clube brasileiro: 15 milhões de euros. Marcou na estreia, frente ao Oeste, mas a afirmação foi demorada, muito por culpa da pouca utilização nos meses anteriores.

A demora na integração no onze tê-lo-á levado a pensar num regresso ao AC Milan, mas Tite foi apostando cada vez mais na sua maior estrela e os golos começaram a aparecer.

Esta chamada de Luiz Felipe Scolari ao escrete é a prova de que Alexandre Pato tem razões para acreditar num novo renascimento.

Pela Seleção Brasileira, Pato foi campeão da Confederações (2009) e soma duas medalhas olímpicas (Bronze em Pequim-2008 e Prata em Londres-2012). Nas camadas jovens, venceu o Sul-Americano Sub-20 (2007) e a Copa Sendai Sub-18 (2006).

Entre os vários prémios individuais que já conquistou, estão: Melhor jovem jogador do Campeonato Italiano, em 2009; Melhor jogador do mês do Campeonato Italiano, em janeiro de 2009; Artilheiro da Recopa Sul-Americana, em 2007; Melhor jogador do Campeonato Brasileiro Sub-20, em 2006; Artilheiro do Campeonato Brasileiro Sub-20, em 2006.

ALEXANDRE PATO

Nome completo: Alexandre Rodrigues da Silva

Data de nascimento: 2 de setembro de 1989

Local de nascimento: Pato Branco, Paraná

Altura: 1,79 metros

Peso: 78 quilos

Percurso: Internacional de Porto Alegre (2005-2007), AC Milan (2007-2013), Corinthians (2013)

Principais títulos: Campeonato Mundial de Clubes da FIFA (2006), Recopa Sul-Americana (2007), Copa das Confederações (2009), Campeonato Italiano (2010/11) e Supercopa da Itália (2011)