O duelo entre 1.º de Agosto e Petro de Luanda, agendado para a tarde de domingo, não foi disputado e terminou na secretaria. Enquanto o 1.º de Agosto surgiu no Estádio França Ndalu, com capacidade para 20 mil pessoas, o Petro de Luanda e a equipa de arbitragem deslocaram-se ao Nacional 11 de Novembro, que pode acolher até 50 mil pessoas – o maior estádio do país e casa do Petro.

A federação angolana entende que o Estádio França Ndalu não reúne as condições de segurança.

Enquanto os jogadores do 1.º de Agosto permaneceram num aquecimento prolongado no próprio estádio, o Petro de Luanda aguardou até o “Superclássico” ser dado como suspenso. Por falta de comparência do adversário, o Petro de Luanda venceu (3-0).

Em simultâneo, o presidente do 1.º de Agosto apresentava uma versão diferente aos jornalistas, na tribuna do Estádio França Ndalu.

«A quatro dias do jogo recebemos a imposição de que o jogo não deveria ser no nosso campo. Recorremos à FIFA e dissemos ao presidente da federação que não está correto. Isto não é um amigável, é o campeonato. Estamos só a cumprir o que já estava calendarizado. A federação tem de respeitar o 1.º de Agosto», disse o general Sá Miranda.

No sábado, via redes sociais, a federação angolana esclareceu não ter recebido «qualquer comunicação oficial (...) sobre uma eventual alteração do local do jogo», algo que mudou nas horas seguintes.

Ainda que esta “novela” esteja longe de terminar, a vitória administrativa permite ao Petro de Luanda reforçar a liderança, com 49 pontos, sete de vantagem sobre o Wiliete de Benguela. Por sua vez, o 1.º de Agosto continua no terceiro posto, com 40 pontos.