«Tive um grande começo, fiz grandes exibições, mas depois parei três meses devido a uma lesão complicada. Regressei há pouco aos treinos e já fui convocado para o último jogo. Quero estar em grande nos dois meses que faltam para acabar a temporada», diz ao Maisfutebol.

Neste país do leste europeu, Pitbull aprendeu a lidar com duas situações ingratas: «adeptos loucos e salários em atraso». E se na primeira situação «pouco há a fazer», sobre os segundos Cláudio deixa algumas palavras.

«Cheguei a ter dois meses por pagar. A crise financeira atinge todo o mundo do futebol e a Roménia não é diferente. Passei momentos difíceis, mas a direcção fez um grande esforço e nesta altura está tudo praticamente regularizado. Temos apenas 15 dias em atraso.»

«Por favor, ajudem o V. Setúbal»

Cláudio Pitbull não esconde ter vivido os melhores momentos da sua carreira no V. Setúbal. No Bonfim apontou sete golos, venceu a Taça da Liga e impôs-se como um dos mais importantes jogadores na equipa então orientada por Carlos Carvalhal.

Por isso, o atacante observa com impaciência à distância a crise sadina. «Falo muitas vezes com o Carlos Cardoso, uma pessoa fantástica, ao telefone e ele tem-me colocado ao corrente de tudo. Os jogadores têm razão. É muito difícil trabalhar sem receber. Essa situação gera conflitos e estraga o ambiente de um grupo de trabalho.»

Assim, em jeito de despedida, Pitbull clama favores em nome da sua paixão: «Por favor, ajudem o Vitória. É um clube grande, com muita tradição. Não pode cair no precipício.»