António Folha garante que o Portimonense não vai ser diferente neste sábado apesar de ter pela frente o FC Porto na 29.ª jornada do campeonato.

«Não podemos mudar a nossa filosofia numa semana para jogar contra um grande. Não faz sentido nenhum para mim. Faz sentido termos algumas cautelas, isso sim. Porque vamos defrontar uma equipa com muito poderio. Se não tivermos cautelas, contra equipas deste gabarito e com estes jogadores passamos mal. Mas a filosofia vai ser a mesma: sem medo de perder. Foi assim que ganhámos os outros jogos. Uma equipa que só queira defender pode ganhar um jogo, mas durante o campeonato não ganha muitos», afirmou o treinador da equipa algarvia na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com os campeões nacionais.

«Temos de estar muito preparados para poder fazer um bom jogo: um jogo competente e sem erros para conseguirmos ter um resultado que nos permita alcançar pontos», acrescentou.

Recorde-se que nesta época o Portimonense derrotou em casa o Sporting e o Benfica. «Tenho a certeza que vêm aqui com muito respeito. Conheço bem o Sérgio [Conceição]. Noutros jogos aqui, os grandes tiveram algumas dificuldades. Vêm com respeito porque podem passar aqui um mau bocado também. Já passaram aqui um mau bocado equipas muito boas como o Benfica e o Sporting, mesmo não sendo no mesmo contexto. Em casa normalmente temos sido competentes e temos feito bons jogos», avisou.

Folha frisou ainda que a ambição frente aos azuis e brancos será a mesma de sempre: ganhar pontos, até porque a situação do conjunto do Barlavento algarvio no campeonato ainda não está fechada. «Queremos resolver rapidamente o nosso problema e é só isso que me interessa. Os problemas dos outros não me dizem muito respeito. Dizem-me os meus problemas e os da minha equipa.»

O técnico dos auri-negros desvalorizou o possível cansaço acumulado do FC Porto na ressaca de uma jornada europeia e disse esperar que a equipa de Sérgio Conceição se apresente na máxima força num jogo em que, sublinhou, é proibido vacilar. «Estamos a seis jogos no final e qualquer tropeção neste momento entre as equipas que luta pelo título vai ser muito difícil recuperar. São contas do rosário deles, não do nosso», rematou.