Cristiano Ronaldo

Está num bom momento de forma - vê-se pelo que tem feito no Real Madrid - e transportou-se para dentro de campo, naquele estilo vagabundo que o faz andar um pouco por todo o lado no campo. Coube-lhe, como seria de esperar, o papel de abre-latas da defesa chinesa. Em boas combinações com Duda e Simão, viu Zhang Lu negar-lhe o golo aos 21 minutos, depois de uma grande jogada a meias, precisamente, com o avançado do Atlético de Madrid. Merecia, claramente, ter saído do jogo com um golo.

Duda

O principal catalisador do ataque português na primeira parte, com inúmeras incursões pela ala esquerda e cruzamentos para a área. Esteve ainda muito próximo do golo num livre que tirou tinta à trave da baliza chinesa. Definitivamente, será o lateral-esquerdo da Selecção no Mundial.

Simão Sabrosa

Numa posição menos habitual, onde costuma surgir Deco, saiu-se a contento até porque a oposição era fraca e permitiu-lhe, pasme-se, finalizar algumas jogadas de cabeça. Trocou amiudadas vezes de lugar com Cristiano Ronaldo com quem mostrou bom entendimento. Resta saber se poderá ser mesmo alternativa ao luso-brasileiro em África, quando tiver pela frente jogadores de outra craveira.

Hugo Almeida

A assistência de Ronaldo foi meio golo (o sétimo em 24 jogos) mas o avançado do Werder Bremen já há algum tempo que vinha ameaçando Zhang Lu. Voltou a colocar o guarda-redes chinês à prova, com um toque de habilidade depois de um roubo de bola de Nani na direita. Estivesse de pontaria mais afinada e Portugal teria acabado a primeira parte com uma goleada, dando uma imagem mais adequada àquilo que fez nos primeiros 45 minutos. Já na etapa complementar, sem os melhores executantes em campo, não foi tão bem servido - também teve de dividir a frente de ataque com Liedson - mas continuou a revelar-se perdulário.

Varela

Se era um daqueles jogadores que ia a exame - nem de propósito, na cidade dos estudantes -, o portista ter-se-á saído bem, mostrando a Queiroz que pode contar com mais uma opção de ataque para as alas. Mexeu com o jogo mal entrou em campo, trazendo vivacidade e vontade de agarrar o bilhete para a África do Sul com as duas mãos.

João Moutinho

Deu a melhor resposta aos assobios, com um remate de ressaca, que beneficiou ainda do desvio providencial mas não intencional de Liedson. Sem atingir um plano exibicional elevado, à semelhança de quase toda a equipa na segunda metade do jogo, foi sério e competente, como é costume.

Zhang Lu

Neste género de jogos, há sempre muitas oportunidades para o guarda-redes da equipa mais fraca brilhar. Zhang Lu, por motivos óbvios, esteve sempre em jogo, vê-se que não é um guarda-redes extraordinário mas resolveu muitos dos problemas que lhe criaram, às vezes de forma pouco ortodoxa mas com a eficácia necessária. A prova disso está no resultado. Vir a Portugal jogar contra Ronaldo e companhia e sofrer apenas dois golos, um deles num ressalto caprichoso, não estaria nem nas suas melhores expectativas.

Rong Hão

Numa equipa sem grandes talentos, destacou-se por ter sido aquele que ainda conseguiu fazer alguma coisa no ataque asiático. Sobre o final da primeira parte obrigou mesmo Eduardo a fazer a única defesa que lhe coube enquanto esteve em campo.