Andy Robertson despediu-se de forma emocionante de Diogo Jota, através das redes sociais, e recordou o «estrangeiro mais britânico» que conheceu, ou melhor, o «Diogo MacJota».
Num longo texto publicado nas redes sociais, o internacional escocês mostra grande proximidade com o antigo colega no Liverpool e destaca sobretudo a personalidade que toda a gente adorava e respeitava.
Recorda também a última vez que esteve com Diogo Jota, no dia do casamento do português, e refere a dor que sente nesta altura, garantindo que se vai para sempre lembrar do «sorriso interminável» daquele dia.
«Quero falar do meu amigo. O meu companheiro. O tipo que eu adorava e de quem vou sentir saudades loucas. É o homem. A pessoa. Ele era um tipo tão bom. O melhor. Tão genuíno. Tão normal e verdadeiro. Cheio de amor pelas pessoas de quem gostava. Cheio de diversão. Era o estrangeiro mais britânico que conheci. Costumávamos brincar sobre isso, até o chamava de Diogo MacJota», começou por escrever.
«A última vez que o vi foi no dia mais feliz da sua vida, o dia do seu casamento. Quero lembrar-me do sorriso interminável daquele dia mágico. Não acredito que me estou a despedir de ti, é demasiado cedo e dói muito. Mas obrigado por fazeres parte da minha vida, amigo, e por torná-la melhor.»
Leia aqui a mensagem de Robertson na íntegra:
«Aqueles em quem estou a pensar mais neste momento são a família. A perda deles é demasiado difícil de suportar. Lamento imenso que tenham perdido duas almas tão preciosas - o Diogo e o André.
Da parte da equipa e do clube, vamos tentar lidar com isto juntos... independentemente do tempo que isso possa demorar.
Da minha parte, quero falar do meu amigo. O meu companheiro. O tipo que eu adorava e de quem vou sentir saudades loucas.
Poderia falar sobre ele como jogador durante horas, mas nada disso parece importante neste momento.
É o homem. A pessoa. Ele era um tipo tão bom. O melhor. Tão genuíno. Tão normal e verdadeiro. Cheio de amor pelas pessoas de quem gostava. Cheio de diversão.
Ele era o jogador estrangeiro mais britânico que já conheci. Costumávamos brincar que ele era realmente irlandês... Eu tentava reivindicá-lo como escocês, obviamente. Até o chamava de Diogo MacJota.
Assistíamos aos jogos de dardos juntos, curtíamos as corridas de cavalos. Ir a Cheltenham nesta temporada foi um dos melhores momentos que tivemos.
A última vez que o vi foi no dia mais feliz da sua vida: o dia do seu casamento. Quero lembrar-me do seu sorriso interminável naquele dia mágico. Como ele transbordava amor pela sua esposa e família.
Não consigo acreditar que estamos a dizer adeus. É muito cedo e dói muito.
Mas obrigado por fazeres parte da minha vida, amigo, e por torná-la melhor.
Amo-te, Diogo.❤️»