Portugal venceu a primeira edição da Liga das Nações, em 2019, depois de sair triunfante frente à seleção dos Países Baixos, na altura com um golo de Gonçalo Guedes. Seis anos depois, a «nação valente e imortal» volta à decisão e medirá forças com a Espanha no próximo domingo.
2019 parece distante. Até porque, dos 23 que levantaram o troféu inédito, apenas nove resistem em 2025. Até o próprio selecionador é diferente. Na altura, liderados por Fernando Santos, hoje comandados por Roberto Martínez.
Os conquistadores de 2019 que já não constam na Seleção
Destacam-se logo dois nomes que já «penduraram as botas»: Pepe e Beto. Também Mário Rui é outro dos nomes que saltam à vista, ele que não jogou em 2024/25.
Dos que ainda jogam, é impossível esquecer Rui Patrício, que reforçou recentemente o Al Ain. No que toca aos centrais, José Fonte (em negociações para continuar no Casa Pia) e Danilo (Al Ittihad) eram ambos opções.
Nas laterais, havia nomes como Raphaël Guerreiro (Bayern de Munique) e João Cancelo (Al Hilal). Entrando nos médios, William Carvalho (Betis), João Moutinho (Sp. Braga) e Pizzi (Estoril) eram os escolhidos. Em termos de avançados, Rafa Silva (Besiktas), Gonçalo Guedes (Wolves) e Dyego Sousa (sem clube depois de rescindir com o Nacional) faziam parte da lista.
Por onde andavam em 2019 as novas caras da Seleção?
Diogo Costa e Vitinha venciam a UEFA Youth League pelo FC Porto. Ainda na formação portista, destacavam-se Francisco Conceição (sub-17) e Rodrigo Mora (sub-13). No que toca ao Sporting, Renato Veiga (sub-16), Nuno Mendes (sub-17) e Gonçalo Inácio (Sub-19) vestiam de leão ao peito.
Pela academia do Benfica, António Silva atuava nos sub-17, enquanto João Neves brilhava pelos sub-15. Gonçalo Ramos atuava entre a equipa B, sub-23 e sub-19 das águias.
Lá fora, Pedro Gonçalves jogava nos sub-23 dos Wolves. Os restantes já atuavam em ligas principais: Francisco Trincão (Sp. Braga), Pedro Neto (Lazio), Rui Silva (Granada), Dalot (Manchester United), João Palhinha (Sp. Braga) e Rafael Leão (Lille).
Os que resistem da conquista de 2019
Dos 25 nomes que serão opções para a final, apenas nove repetem a decisão de 2019. Onde andavam estes «repetentes»? Ronaldo finalizava o primeiro ano na Juventus. Rúben Dias e João Félix ainda vestiam as cores do Benfica.
Bernardo Silva já brilhava pelo Manchester City. Rúben Neves e Diogo Jota também jogavam em Inglaterra, nos Wolves. Bruno Fernandes encantava no Sporting. José Sá estava emprestado ao Olympiakos pelo FC Porto e Nélson Semedo fazia a segunda época pelo Barcelona.
Destes nomes, apenas Cristiano Ronaldo venceu a Liga das Nações (2019) e o Europeu (2016). O capitão de Portugal conta com 220 internacionalizações e 137 golos pela seleção A. Bernardo Silva é o segundo mais internacional, com 101 jogos. Bruno Fernandes fecha o pódio, com 79.
O desporto é feito de ciclos. Jogadores e treinadores saem e entram. Tudo muda. No entanto, se for possível repetir o desfecho de 2019, certamente outros nomes ficarão cravados na história.
Portugal enfrenta a Espanha este domingo, dia 8 de junho, às 20 horas, na Allianz Arena, em Munique. Siga tudo AO MINUTO, no Maisfutebol.