«Quero, hoje, colocar o futebol inglês face a dois objetivos: atingir no mínimo as meias-finais do Euro-2020 e, em seguida, vencer o Mundial de 2022», acentuou o responsável máximo da FA, eleito em julho, na sua primeira tomada de posição pública, após suceder a David Bernstein.

Greg Dyke, apesar dos resultados insatisfatórios dos últimos anos - a última vitória da seleção data do mundial de 1966 - levantou um pouco o véu sobre um ambicioso plano de reestruturação do futebol inglês que conduza à vitória no Mundial do Qatar, considerando que «o futebol inglês é um petroleiro que tem de mudar de bordo».

«No ano passado, 32 por cento dos jogadores da Premier League eram ingleses. O que é que se passa se esta percentagem cai para 20 ou 15 por cento? As coisas têm de mudar. Caso contrário, é possível que no futuro nós não tenhamos um número suficiente de jogadores nacionais a jogar regularmente ao mais alto nível neste país», sustentou.

Sem entrar nos pormenores do seu plano, o presidente da FA apelou à constituição de uma grande comissão de interesse nacional que integre todas as partes do futebol inglês.