«Fui agredido pelo treinador no final do jogo de ontem. Este individuo [Paulo Henriques] já tinha criado problemas no ano passado, mas este ano chegou mesmo a vias de facto, tendo-me dado uma chapada», explicou o dirigente, que foi o árbitro do encontro citado, à Lusa.

O incidente ocorreu após o jogo das meias-finais do nacional de futebol de praia. A Polícia Marítima, que estava na praia de Buarcos, na Figueira da Foz, registou o sucedido.

«São coisas que não deviam acontecer no futebol e no desporto, protagonizados por pessoas que não podem estar no desporto, nem tão pouco estar à frente de uma equipa», atirou. Para Fontelas Gomes a agressão deve-se exclusivamente «à função que desempenhava, como árbitro, e não ao facto de ser dirigente da APAF».

O responsável foi conduzido ao hospital, devido a «algumas dores de cabeça», e depois apresentou uma queixa-crime contra Paulo Henriques. «Espero que as instâncias desportivas e civis atuem em conformidade, afastando este indivíduo do desporto, porque este caso que vai colocar a questão do policiamento em competições desportivas. É um claro exemplo de um jogo que não devia ter qualquer incidente e acabou por ter um ato grave no final», concluiu.