Os adeptos do Paris Saint-Germain continuam a festejar a conquista da segunda Liga dos Campeões consecutiva, agora já com os campeões da Europa de regresso a casa, a desfilarem da Torre Eiffel ao Palácio do Eliseu, ainda com uma passagem pelo Parque dos Príncipes.
Os campeões da Europa aterraram na capital francesa ao início da tarde e seguiram de imediato para a Torre Eiffel, nos Campos Elísios, onde já aguardava uma multidão de mais de cem mil adeptos e um forte dispositivo de segurança, face aos incidentes violentos que marcaram a última madrugada.
Foi debaixo da Torre Eiffel, no Campo de Marte, que os jogadores, um a um, foram chamados ao palco para serem ovacionados.
A comitiva seguiu, depois, para o Palácio do Eliseu, com o capitão Marquinhos com o troféu nas mãos, onde foi recebidos pelo presidente Emmanuel Macron, num cerimónia mais formal.
«Esta noite estamos extremamente orgulhosos, extremamente orgulhosos desta equipa do PSG, do seu presidente, do seu treinador, de toda a sua equipa técnica, do seu capitão e de todos os seus jogadores. Fizeram aquilo que pensávamos, que muitos julgavam inacessível. Fizeram-no com coração, com paixão. Fizeram-no fazendo vibrar Paris e todo o país», elogiou Emmanuel Macron.
O presidente francês disse ainda que «não há nenhuma equipa no mundo que tenha tanto talento e tanta experiência acumulada» como o PSG, mas também não poupou nas criticas aos adeptos que, na véspera, deixaram Paris em polvorosa.
«Isso não é futebol, não é desporto, não é o que nós gostamos. Portanto, obrigado aos nossos polícias, aos nossos guardas nacionais. Seremos implacáveis com aqueles que foram apanhados. Não queremos voltar a ver isto. Acabou. Estamos fartos», vincou.
A festa prosseguiu, depois, no Parque dos Príncipes, a casa do PSG, mas só para os adeptos que tinham bilhete. «Trouxemos esta magnífica taça para vocês. No ano passado ganhámos a Liga dos Campeões e este ano fizemos o back to back! Construímos algo muito especial com esta equipa», clamou o presidente do clube, Nasser Al-Khelaïfi.
No exterior do estádio ficaram muitos adeptos, mas, apesar de tudo, as celebrações decorreram de modo pacífico, ao contrário das horas que se seguiram ao desafio de sábado, com confrontos em Paris e várias outras cidades que resultaram em um morto, vários feridos, incluindo graves, e cerca de 200 detidos.
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