Foi contratação de última hora no Inter, mas não teve um percurso feliz no clube milanês. Por isso, novamente em cima do final das inscrições, seguiu para o Chelsea por empréstimo: «Não estava a jogar bem e não estava feliz. Já me sinto mais confiante aqui no Chelsea e isso trouxe-me a alegria que não tinha no Inter. Perdi a vontade e motivação, factores importantes para que um futebolista seja feliz. Voltei a sê-lo, porque tenho a minha confiança de volta. Quero melhorar ainda mais.»

Poucos dias após a sua chegada a Londres, Luiz Felipe Scolari saiu do comando técnico dos «blues», dando lugar a Guus Hiddink. Quaresma admite que a situação foi complicada, uma vez que tinha sido o ex-seleccionador de Portugal a contratá-lo e o futuro tornou-se mais imprevisível: «É uma situação sempre complicada. Mas para mim foi um pouco mais, porque não sabia o que iria acontecer. Vou ficar sempre grato a Scolari por me ter dado a oportunidade de vir para o Chelsea, mas estas coisas acontecem. Todos os jogadores têm de respeitar o treinador, independentemente de quem vai ou vem e têm de continuar a fazer o seu trabalho.»

«Todos gostam de jogar na Liga inglesa porque é muito competitiva»

Aos 25 anos, Quaresma já passou pelas Ligas portuguesa, espanhola, italiana e inglesa. Apesar de dizer que é complicado fazer comparações, o extremo acaba por apontar que o campeonato inglês é mais exigente e competitivo. Sinal disso é o facto de Inglaterra ainda ter quatro equipas na Liga dos Campeões ¿ prova onde não pode participar: «Em cada campeonato existem mentalidades e formas diferentes de jogar. Todos os jogadores gostam de jogar na Liga inglesa, porque é muito competitiva. Os jogadores chegam aqui e aprendem muito. Tornam-se mais fortes física e psicologicamente. Todos querem jogar e isso ajuda-nos a melhorar e a tornarmo-nos mais fortes. Isso só pode ajudar-nos em qualquer Liga que joguemos. Dá-nos mais motivação, porque o ritmo é frenético e temos de estar no nosso melhor.»

Selecção: «Sempre que precisarem de mim sabem onde encontrar-me»

Com muitos dos companheiros concentrados nas respectivas selecções, Quaresma não se deixa abater pelo facto de não ter sido chamado por Carlos Queiroz. Aproveita para trabalhar no duro e mostrar a Hiddink (e ao seleccionador) que merece uma oportunidade: «Neste momento, estou a jogar bem. Tenho a oportunidade de jogar e de trabalhar de forma árdua, por isso, mantenho-me confiante. Sempre que a Selecção Nacional precisar de mim sabem onde encontrar-me e estarei em boas condições físicas.»

Esta sexta-feira o Chelsea realiza um encontro particular frente ao West Ham e sempre dá para Quaresma matar a fome de bola, já que tem sido suplente nos «blues»: «É bom para nós porque só queremos é jogar futebol. Para além disso ajuda-nos a melhorar a condição física para os jogos importantes que se avizinham.»