Queiroz também não concorda com quem diz que Cristiano Ronaldo rende menos na Selecção Nacional, referiu em entrevista à TVI: «Não se pode dizer que um jogador que, aos 23 anos, tem tantos golos quanto Nené não tem uma prestação fantástica.» O seleccionador aproveitou ainda para esclarecer que não disse que existiam futebolistas que rendessem menos na Selecção do que nos clubes, mas sim que «não há razão alguma para não renderem tanto ou mais do que rendem nas suas equipas, porque têm condições iguais ou melhores na Selecção».

Trabalhar com estrelas não é um problema para Queiroz, garantiu o próprio, lembrando que, depois de passar pelos clubes que passou, é algo a que está habituado: «Quero estrelas que façam fogo e não apenas fumo. Não é difícil trabalhar com estrelas porque as verdadeiras estrelas são grandes profissionais. O mais difícil é lidar com os que pensam que são estrelas, mas não são. Felizmente isso não acontece na Selecção.»

A maior dificuldade que Carlos Queiroz encontrou até agora foi «gerir a ausência de alguns jogadores» que faziam parte da habitual estrutura da Selecção, mas não só: «Foi a escassez de tempo de trabalho com alguns jogadores que não conhecia. Não ter o Cristiano Ronaldo a cem por cento, no início da qualificação, e estarem sete jogadores lesionados nos últimos seis pontos em disputa.»