«É um jogo importante, mas acho que ainda há muitos pela frente, para se poderem fazer contas, a Suécia joga agora connosco, tem de defrontar a Dinamarca, tal como nós, que também temos a Hungria», começou por referir Carlos Queiroz, na sala de imprensa do Estádio do Dragão, palco do jogo.

«Este é um adversário directo, mas a mensagem é que estamos preparados para fazer um bom jogo», acrescentou o treinador, para sublinhar depois que conhece bem a Suécia, «a sua disciplina, com jogadores muito compenetrados».

No entanto, Queiroz frisou que «Portugal pode fazer isso tudo», ou seja, ter os mesmos argumentos e mais alguns, para desequilibrar a balança para a equipa das quinas: «Temos de jogar como Portugal joga, com fantasia e criatividade, de modo a colocarmos problemas à Suécia.»

«Jogo vale tanto para nós como para a Suécia»

Carlos Queiroz sujeitou-se depois às perguntas dos jornalistas suecos. A primeira questão foi sobre o carácter decisivo do encontro. «O jogo vale tanto para nós como para a Suécia», referiu o seleccionador, lembrando que em 30 anos de futebol não recorda «um único jogo sem pressão».

Antes de iniciar o treino desta sexta-feira, o técnico conversou com Pepe, que deve actuar a trinco frente aos suecos. «O Pepe é muito importante para nós, pode jogar como central ou médio, falar com ele faz parte da preparação do jogo», disse, dando a entender que o futebolista do Real Madrid vai mesmo actuar como homem mais recuado do meio-campo.

«Temos média de dois golos por jogo»

A finalização, sempre a finalização. É problema de há muito na selecção nacional, mas Carlos Queiroz recorre à estatística para abordar o tema: «Fizemos sete jogos, não sofremos golos em cinco e só os concedemos num particular e com a Dinamarca. No ataque, temos uma média de dois golos por jogo o que é bom para níveis internacionais. É verdade que não marcámos à Albânia, mas criámos muitas ocasiões.»