«Quando se sofre e se teve de lutar como nós sofremos e lutámos, com os jogadores, os técnicos e os directores a acreditar em conjunto, e depois se chega a uma fase final, a equipa tem de estar bem mais unida. Essa união é hoje muito mais forte. Confiamos muito mais uns nos outros. Estávamos dependentes de outras equipas durante o apuramento, mas sabemos o que agora temos de fazer no Campeonato do Mundo», disse o técnico.

O seleccionador lembrou ainda que as críticas nem sempre são correctas, mesmo quando os resultados não são favoráveis: «No início da fase de qualificação, a equipa não conseguia os resultados que as exibições mereciam. Mas a verdade é que, por vezes, quando se ganha as pessoas pensam que foi fantástico, mas se calhar não foi; e quando se perde é apenas um passo atrás e uma razão para fazer melhor da próxima vez.»

No que diz respeito ao tipo de equipa que quer ter na África do Sul, Queiroz parece mais preocupado com o estado físico dos futebolistas. «Quero ter pernas e mentes frescas, porque tem sido uma temporada muito cansativa. Temos jogadores no Real Madrid, Manchester United, Inter, Benfica, Chelsea... grandes clubes europeus com épocas muito desgastantes», concluiu.