«Não tenho nada a queixar-me, as opções são do técnico. Se me perguntassem, nunca saía. Só tenho de continuar a trabalhar. Não falei com Quique Flores [sobre o que aconteceu]. Nunca justificou [o motivo de sair da equipa] nem tinha de justificar», defendeu o guarda-redes, esta sexta-feira, na conferência de antevisão da 25ª jornada.

Duas goleadas praticamente seguidas - frente ao Olympiacos, pelos encarnados, e ao Brasil, ao serviço da Selecção, além de um mau jogo no campeonato - afastaram-no de cena, já depois de outras fases negras, que passaram por lesões e um controlo positivo.

«São coisas que acontecem, duras. Mas também aprendemos com isso. O principal é saber superar essas situações e não cair. Eu sinto-me muito bem, porque, apesar de tudo, consegui levantar-me sempre», contou, lembrando: «Sabemos perfeitamente que a nossa vida tem dias bons e menos bons, todos passamos por eles. O jogo com o V. Setúbal [primeira volta, 2-2, na Luz] foi mau para mim. Restou-me trabalhar sempre da mesma forma e levantar a cabeça. Trabalhei com a esperança de jogar novamente e isso aconteceu.»