O passado recente revela uma total superioridade do actual Benfica sobre a equipa de Manuel Cajuda. Um duelo que começou ainda na pré-temporada, em Agosto, com uma vitória no D. Afonso Henriques (2-1). O Benfica voltou a vencer pelo mesmo resultado e no mesmo estádio em Novembro, para a 7ª jornada da Liga. Já este ano, o clube da Luz somou mais duas vitórias. A primeira em Janeiro, na fase de grupos da Taça da Liga, mais uma vez em Guimarães (2-0). Em Fevereiro, novo triunfo, o primeiro no Estádio da Luz, nas meias-finais da Taça da Liga (2-1).

Um historial que diz pouco ao treinador que pediu, inclusive, aos jogadores para esquecerem esses resultados. «É um novo jogo. Analisámos os jogos anteriores, procurámos todas as análises anteriores e posteriores, mas temos de tentar esquecer esses quatro jogos porque isso pode ser o nosso maior inimigo. Sabemos que esses jogos já não contam para nada, temos de fazer um bom jogo amanhã, temos de voltar a ser melhores e manter a concentração. Se pensamos que já ganhámos porque vencemos os quatro jogos anteriores estamos equivocados. Estamos conscientes disso e estou convencido que os jogadores se vão superar para poderem ganhar», comentou.

O passado é para esquecer, mas não deixa de ser um adversário que Quique conhece bem. «Temos mais dificuldades por não ternos o factor surpresa no jogo de amanhã. O Guimarães teve uma melhor classificação do que o Benfica na época passada, por isso temos de ter o máximo respeito. Foi uma equipa que se qualificou para Champions e fez uma época regular. Esta temporada está a ter mais dificuldades, mas tem um bom treinador, os jogadores combinam bem, ganhou futebol com o regresso de Nuno Assis, tem o Luís Filipe que é um jogador importante, tem um conjunto que pode ganhar em qualquer campo. É importante fazermos um jogo com determinação, isso é que vai ser importante», acrescentou.

Elogios a Nuno Assis que foi dispensado por Quique Flores no início da nova época. «Há uns anos foi importante na temporada em que o Benfica foi campeão. Jogou muito na pré-época, mas é um jogador para jogar noutro sistema. Tínhamos muito avançados e tínhamos jogadores rápidos e incisivos nas alas. O Nuno jogava mais por dentro. As suas qualidades eram difíceis de encaixar na equipa, mas é um excelente profissional com um comportamento irrepreensível», comentou.

A nove jornadas do final, o treinador considera que os três grandes estão praticamente nas mesmas circunstâncias. «Falta pouco para acabar a época. São nove jogos e as equipas chegaram aqui como queriam, em posição de disputar o título. Todos têm as mesmas possibilidades. A única equipa que pode dividir a sua concentração é o F.C. Porto porque tem uma equipa muito forte e está nos quartos-de-final da Champions. Não é fácil jogar nessa fase. São três equipas preparadas para manter esta pressão», referiu.

Ao contrário do que tem acontecido nas últimas jornadas, este fim-de-semana o Benfica joga primeiro do que os adversários podendo, desta forma, passar maior pressão para os rivais. «Podia ser, mas penso que, nesta altura, todas as equipas, todos os jogadores e treinadores estão conscientes que todos os jogos são importantes. Não dependemos dos rivais, mas do que podemos fazer. Se fizermos as coisas de forma positiva vamos manter a ilusão», referiu.