A Federação Francesa de Futebol e o Liverpool condenaram os insultos racistas contra Konaté, nas redes sociais, após o jogo entre Liverpool e Galatasaray, na segunda mão dos «oitavos» da Liga dos Campeões.

Através de um comunicado, o organismo francês apela ao espaço de «respeito, inclusão e união» no futebol e garante tomar as medidas necessárias para que os autores sejam identificados e punidos. Já os reds referem que os jogadores «não são alvos» e destacam a forma como têm sido alvos de insultos por parte de contas anónimas, algo que mancha o jogo.

Recorde-se que em causa está um lance entre Konaté e Osimhen, durante o jogo da segunda mão entre os dois clubes, que deixou o avançado nigeriano lesionado e obrigou à sua substituição.

Leia aqui o comunicado do Liverpool na íntegra:

«O Liverpool FC está chocado e indignado com o abuso racista vil e abominável dirigido a Ibrahima Konaté nas redes sociais.

Este comportamento é completamente inaceitável. É desumanizador, cobarde e enraizado no ódio. O racismo não tem lugar no futebol, nem na sociedade, nem em qualquer lugar - online ou offline.

Os nossos jogadores não são alvos. São seres humanos. O abuso que continua a ser dirigido aos jogadores, muitas vezes escondido por trás de contas anónimas, é uma mancha no jogo e nas plataformas que permitem que isso persista.

Todo o futebol deve estar unido e dizer, clara e inequivocamente, que isto não será tolerado. Apenas palavras de condenação não são suficientes.

As empresas das redes sociais devem assumir responsabilidade e agir agora. Estas plataformas têm o poder, a tecnologia e os recursos para impedir este abuso, mas frequentemente falham em fazê-lo. Permitir que o ódio racista se espalhe sem controlo é uma escolha - e é uma escolha que continua a prejudicar jogadores, famílias e comunidades em todo o jogo.

Continuaremos a oferecer todo o nosso apoio a Ibrahima e a trabalhar com as autoridades relevantes para identificar os responsáveis sempre que possível. Mas o peso não pode continuar a recair sobre os jogadores e clubes para responder depois do dano já ter sido feito.

A situação atual não pode continuar. Deve ser enfrentada, desafiada e erradicada - não amanhã, mas agora.»