Enrique Riquelme, candidato à presidência do Real Madrid, agora formalizado, considerou que as eleições que estão marcadas para 7 de junho acarretam um «risco muito grande», por temer que sejam as últimas, considerando que o clube, nas mãos de Florentino Pérez, poderá estar a caminhar para uma privatização.
Através de um vídeo publicado nas redes sociais, o adversário do atual presidente, de 79 anos, nas eleições antecipadas aos órgãos sociais do Real, explicou o amor que tem pelos merengues e as razões que o levam a concorrer à presidência do emblema da capital espanhola.
«Temos a obrigação de dar um passo à frente, de sermos os primeiros a fazê-lo com essa coragem e, sobretudo, vemos um risco muito grande de que estas sejam as últimas eleições do Real Madrid. É de conhecimento público, e eles têm dito isso em todas as oportunidades, que o clube será privatizado», começou por dizer Riquelme.
O candidato de 37 anos trabalhou para estar disponível para o Real Madrid «por senso de responsabilidade» e assegurou que sabe como enfrentar um grupo que não realiza eleições há 20 anos, numa altura em que o treinador português José Mourinho, do Benfica, tem sido associado a um eventual regresso aos merengues 13 anos depois da primeira passagem.
«O momento escolhido foi o que ele [Florentino Pérez] queria. Ele afirmou claramente que precisava de ser forçado a sair ou não sairia. Acho isso desrespeitoso», acrescentou.
Por fim, dirigiu-se aos sócios do emblema mais titulado na Liga dos Campeões (15 troféus): «Hoje é um dia muito importante para o Real Madrid. Depois de 20 anos, as pessoas vão poder votar. Esta é uma candidatura que não é contra ninguém, é pelo Real Madrid. Legado e futuro, Enrique Riquelme».
Na temporada de 2025/26, que agora terminou, o Real ficou no segundo lugar, com 86 pontos, a oito do bicampeão Barcelona, diante do qual perdeu na final da Supertaça de Espanha, na Arábia Saudita, por entre as eliminações nos oitavos de final da Taça do Rei, frente ao Albacete, do segundo escalão, e nos «quartos» da Liga dos Campeões, diante dos alemães do Bayern Munique.
O Real Madrid fechou, assim, a temporada sem conquistas pela sexta vez no século XXI e estão sem treinador, face à saída de Álvaro Arbeloa, antigo defesa direito do clube, que foi promovido em janeiro da equipa secundária madridista para render Xabi Alonso, despedido ao fim de quase meio ano.