surgiu a notícia da participação do ex-benfiquista Amaral no reality-show «A Fazenda»

«O jogador de futebol tem de perder a mania que tem uma profissão à parte»



«Na altura aceitei pela experiência, por ser um reality-show diferente dos outros, e também pesou o aspeto financeiro, claro. Foi uma quantia boa, reconheço. Mas foi uma experiência boa, também. Estava a precisar de umas férias, entre aspas»Maisfutebol«Foi muito difícil. Não estava à espera de encontrar o que fui encontrar. Só quem lá está é que sabe. Situações muito complicadas, a nível humano, de higiene. Passei muita coisa ali. Desde não poder tomar banho, não comer, higiene zero…Viver e integrar-me no que aquelas pessoas faziam... Foi muito complicado.»



«uma certa preocupação»«Mas, mais para a frente, pensando bem nas coisas que poderiam surgir, aceitei de bom agrado»

«Apesar de em certas situações imaginarmos, quando estamos a ver o programa, como poderá ser estar 24 horas fechado numa casa»

Cadete no Big Brother Famosos:



«No balneário, ao fim do dia, cada um vai à sua vida…»



«dinheiro extra»«Mas adorei, sinceramente. Permitiu lidar com vários tipos de personalidades e foi uma experiência muito para lá do futebol. No balneário encontrámos jogadores muito diferentes, mas depois, no final do trabalho, cada um vai à sua vida. Ali, gostando ou não das pessoas, tínhamos de dividir aquele espaço, comer juntos, dormir juntos. Foi uma experiência enriquecedora»,

«sair um pouco do ex-jogador de futebol»«Tentei mudar um pouco a forma como as pessoas olham para os futebolistas. Há uma opinião formada, de uma certa arrogância, falta de humildade ou distância, e é importante que as pessoas possam perceber que são pessoas normais, com problemas para resolver, com bons e maus momentos como toda a gente»




Fernando Mendes perdeu 12 kg em 29 dias

«Não aceitaria qualquer coisa. Era incapaz de entrar num Big Brother, por exemplo. Estar fechado numa casa, sem nada para fazer não é para mim»

«As pessoas muitas vezes pensam: ah, aquilo é tudo mentira, é só para as câmaras, eles depois são levados para um sítio bonitinho, com comida, tudo arranjadinho. Nada disso. Para ter noção, estive lá 29 dias e perdi 12 kg! Não foi nada fácil de suportar»



«Ia preparado para a imprensa, mas pouco lidei com ela. Nunca fui muito de expor a minha vida. Só digo o que quero, não o que querem que eu diga. E depois tinha muita experiência de lidar com a imprensa desportiva que também não é fácil (risos). Maior treino que esse não há, creio. Ficas com um arcaboiço excelente»

«desde muito cedo»«As redes sociais surgiram há pouco mas sempre houve mediatismo no futebol e o Big Brother foi outra experiência, também ela muito mediática»

«superação»«Não poder fazer o que cá fora é normal foi complicado. Ler um livro, pegar no telemóvel, pegar no carro. Enfim…»

«Não fui à procura de promoção»

«chocou ninguém»«O que eu fui lá era o que eu seria aqui. Digo isto porque sei que normalmente há mudanças, mas fui eu próprio»

«Ficaram surpreendidos por ver-me lá por causa da minha habitual postura e do meu percurso, mas disseram que tinham gostado. Não só pela prestação, mas também pela forma como representei a classe dos jogadores de futebol»

«Não fui à procura de promoção». «Normalmente as pessoas aceitam isto à procura de conseguir algo. Eu era treinador do Montijo, não fui procurar um clube para treinar, de certeza»

«uns meses diferentes na vida».«Depois ainda entrei no ‘Dança com as Estrelas’, outra experiência que adorei. Passei ali uns tempos em projetos que nada tinham a ver com o futebol e foi bom porque é importante também fazermos outras coisas

«redoma»

«O futebolista tem de perceber que não é um ser à parte de tudo o resto. Parece que estão numa redoma e ninguém lhes pode tocar. Às vezes é preciso sair da redoma. É importante que haja este tipo de coisas até para a imagem do jogador em si. Claro que nem todos têm feitio, mas como eu já houve outros. O Cadete, o Calado… A vida dá muitas voltas e é preciso mostrar que nos sabemos adaptar»



«A experiência de balneário serviu para alguma coisa. No futebol estamos habituados ao entra e sai. Chega a janeiro saem uns jogadores, vêm outros. Fui capitão em algumas equipas, incluindo o Benfica, e no balneário tinha ser o elo de ligação dos mais novos com os outros jogadores e, ao mesmo tempo, gerir conflitos que, como em qualquer profissão, vão aparecendo»

«Ali o confronto torna-se inevitável, porque é algo que nos consome muito a nível psicológico. Tentei usar a experiência de capitão e servir de mediador»

«Foi algo bem conseguido porque mostra a realidade da sociedade, onde o luxo vive lado a lado com a pobreza. E, curiosamente, as pessoas que estavam na parte mais pobre, talvez por terem de viver com mais privações, acabavam por ser muito mais unidas. Foi um ensinamento»

«fez sentido naquela altura» «Foi muito difícil, insisto. Não me apanhavam lá tão cedo…

Fernando Mendes leva o futebol à tribo Hamer: