«Tenho de fazer exames e acertar os pormenores do contrato, ainda não está nada assinado, mas se tudo correr bem, se chegar a bom porto, passarei a ser jogador do Wolfsburgo», começou por dizer o jogador, no Aeroporto Francisco Sá Carneiro: «Esta é a saída ideal para mim porque irei jogar, e isso é importante nesta altura.»

Depois de sucessivos atrasos na sua evolução, Ricardo Costa recebeu com agrado a prova de confiança de Félix Magath, treinador do Wolfsburgo, que foi o principal impulsionador da transferência. «Porquê o Wolsfburgo? Porque senti a confiança do clube e do treinador. É importante perceber que o treinador reconheceu o meu valor e quer apostar em mim», lembrou.

«Sempre disse que amo o F.C. Porto»

Na hora da despedida, Ricardo Costa evitou ao máximo apontar o dedo a eventuais culpados pela sua parca utilização. Aliás, faz questão de agradecer a oportunidade de conquistar títulos, elogiar os seus companheiros de posição e frisar que ama o F.C. Porto.

«Foram anos excelentes, só tenho de agradecer, porque ganhei tudo que havia para ganhar. Podia ter jogado mais? Não vou entrar por aí, a dupla que jogou esteve muito bem, só tenho de lhes dar os parabéns», limitou-se a dizer.

Neste defeso, o F.C. Porto perde mais dois nomes com peso no balneário: Vítor Baía e Ricardo Costa. A saída de dois capitães provoca mossa, mas o jogador considera que existem alternativas no grupo: «Perdem-se referências do balneário, é verdade, mas o F.C. Porto tem jogadores com idade e peso no balneário para darem conta do recado. Não há mágoa nem amargura, mas é claro que custa sair de um clube que adoro. Sempre disse que amo o F.C. Porto.»

Durante o fim-de-semana, Ricardo Costa espera selar o acordo com o Wolfsburgo e começar a preparar uma nova etapa na vida. A breve prazo, começará a procurar o seu espaço no onze da formação germânica e, espera, trabalhar para merecer nova chamada à selecção nacional. «Selecção? O mais importante agora é conseguir jogar no clube, depois claro que qualquer jogador pensa em representar o seu país e eu não fujo à regra. Já lá estive e respeito as decisões do seleccionador», rematou.