Depois da presença no Campeonato do Mundo de 2018 - 90 minutos contra o Uruguai -, Ricardo Pereira não voltou a ser convocado por Fernando Santos para a Seleção Nacional.

A concorrência fortíssima ajuda a explicar esta ausência de quase um ano, mas a temporada de altíssimo nível ao serviço do Leicester torna absolutamente legítima a esperança de Ricardo voltar a representar o nosso país. 

Na entrevista ao Maisfutebol, Ricardo diz que ainda acredita poder ser chamado para a Liga das Nações, elogiando sempre os laterais direitos que concorrem diretamente pelo lugar: João Cancelo, Cédric Soares, Nelson Semedo, André Almeida...

Seja como for, cinco internacionalizações aos 25 anos parece pouco para um jogador tão regular nos últimos anos. 

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Maisfutebol – O Ricardo fez uma grande época, foi o melhor jogador do Leicester para os seus colegas e adeptos, mas não voltou a ser chamado à seleção depois do Mundial. Tem estranhado essa ausência?

Ricardo Pereira – Tenho o objetivo de voltar, claro. Mas vim para um país novo e isso pode ter influenciado a decisão do selecionador. O início nunca é fácil. E não me posso esquecer que há muitas opções de grande nível para a minha posição. As pessoas do Leicester perguntam-me por que não vou à seleção e eu explico que é só opção, há muitas alternativas boas. Acho que Portugal é das seleções com melhores laterais direitos. Tenho de respeitar.

MF – Neste período em que tem estado fora da seleção, o Ricardo recebeu algum contacto por parte das pessoas da federação? Tentaram saber como está?

RP – Nestes últimos meses… que eu me lembre não houve nenhum contacto, pelo menos diretamente comigo.

MF – A Liga das Nações está aí à porta. Tem esperança de ser convocado, apesar de estar fora das escolhas quase há um ano?

RP – Esperança existe sempre, mas há um grupo que tem ido mais regularmente e se calhar tenho menos possibilidades.

MF – O Ricardo esteve no Mundial de 2018. Que análise faz da participação portuguesa?

RP – Foi um privilégio estar lá, o cumprir de um sonho de menino. Aquele ambiente, aquela prova, foi inesquecível. Passámos grandes momentos, vou guardar isso para sempre e tentar repetir em 2022 (risos).

MF – Os oitavos-de-final souberam a pouco?

RP – Pela qualidade da seleção, acho que ficámos todos desiludidos. Podíamos ter ido mais longe, essa é a minha sensação. O futebol é assim, nem sempre a qualidade é o mais importante, o mais decisivo.

 

(Artigo originalmente publicado às 23:57 de 09-05-2019)