Fábio Coentrão

Diz que quer regressar ao Benfica. Para isso, tem de jogar na Luz como faz nos Arcos. Mais uma bela partida do esquerdino, num duelo espectacular com outro ex-Benfica, no caso Paulo Jorge. Foram de Fábio Coentrão as principais iniciativas, para já não falar na melhor ocasião de golo (aquela logo a abrir a segunda parte), deste Rio Ave-Marítimo. Aqueles movimentos típicos, da direita para o meio ou, na esquerda, a fugir para a linha de fundo, foram dor de cabeça para o adversário. Em Vila do Conde, ninguém o acusa de não jogar para a equipa, pelo contrário. E até aprendeu a refilar para o lado, em vez de o fazer em direcção ao árbitro. Mereceu todos os aplausos que recebeu quando foi substituído.

Livramento e Niquinha

Saltou para a titularidade e em boa hora. Com a entrada do camisola 8, Carlos Brito fez recuar Niquinha e tem de fazer bem as contas. É certo que Livramento entrou bem no onze, mas Niquinha, mais atrás, parece perder alguma preponderância na construção de jogo. Ainda assim, a dupla, ajudada por Delson, é opção para rever, sem dúvida.

Edson

Depois de um jogo muito nervoso, frente ao V. Setúbal, na última vez que actuou em casa, teve agora de substituir Bruno Mendes no onze vila-condense. Em bom tempo fez. Apareceu bem mais sereno e, para além disso, esteve no sítio certo à hora certa para fazer o 1-0. Sorte ou estava escrito?

Djalma

Andou discreto, diga-se, até que ao minuto 90 apareceu com um golaço. Fez o 1-1 para o Marítimo, numa jogada brilhante, ao tirar um adversário do caminho e atirar com força para um grande golo.

Marcos

Talvez não tenha feito tudo no golo viula-condense, mas duas defesas no final da partida deram um ponto saboroso ao Marítimo. Quando foi preciso, estava lá.

Paulo Jorge

Defrontava o técnico que o fez despontar na I Liga, Carlos Brito. E provou que o treinador não se enganara. Teve pela frente um dos melhores do encontro, mas Paulo Jorge também o foi. o duelo com Fábio Coentrão foi muito interessante, com o lateral do Marítimo a ganhar umas vezes e a perder outras. Mas acima de tudo há que destacar essa entrega e essa vontade de mostrar serviço. Se Manú, à sua frente, estivesse em melhor noite, talvez Paulo Jorge marcasse ainda a diferença no ataque, como tentou fazer.