Os adeptos portugueses agradecem a postura, aquele pendor ofensivo de clube pequeno querendo contribuir para o espectáculo. Mas uma palmada nas costas não coloca comida na mesa. Em suma, o bom futebol chega para garantir vitórias, para pensar nas competições europeias ou na continuidade no escalão principal?

A equipa da casa anda por cá há mais tempo. Carlos Brito é o timoneiro conhecido de uma nau com rotas surpreendentes. O passado recente, porém, denuncia alguma quebra de produção. O último desaire, no mesmo palco deste jogo de domingo, deixou o F.C. Porto (0-2) com via aberta para o Jamor.

O Olhanense, mais aflito na tabela classificativa, ganhou algum ânimo no Estádio do Dragão (2-2) mas recuperou a sensação de sufoco ao ser derrotado pelo Belenenses, adversário directo, no seu próprio reduto.

As nuvens voltam a pairar sobre a cabeça de Jorge Costa. Os algarvios jogam e entusiasmam. E vencem? Isso, nem tanto.

Será um bom jogo, sem dúvida, entre duas equipas sem cinismos. Pragmáticos são os outros.

O Rio Ave parte para este encontro com 28 pontos, na 11ª posição da tabela classificativa da Liga. O Olhanense está mais abaixo, no 13º lugar, com menos quatro pontos. No final, só um poderá sorrir.

A formação vila-condense não pode contar com os laterais Zé Gomes e Sílvio, ambos castigados. Entre os visitantes, destaque para a lesão do médio Rui Duarte.

EQUIPAS PROVÁVEIS:

RIO AVE: Carlos; Vítor Gomes, Gaspar, Fábio Faria e Valdir; André Vilas Boas, Wires e Tarantini; Bruno Gama, Bruno Moraes e Chidi.

Outros convocados: Trigueira, Jeferson, Ricardo Chaves, Adriano, Evandro, Fogaça, Sidnei e Nélson Oliveira.

OLHANENSE: Ventura; João Gonçalves, Anselmo, Miguel Ângelo e Carlos Fernandes; Delson, Castro e Rui Baião; Paulo Sérgio, Djalmir e Ukra.

Outros convocados: Bruno Veríssimo, Lionn, Tengarrinha, Pietravallo, Toy, Yazalde, Zequinha e Rabiola.