Nuno Espírito Santo, treinador do Rio Ave, na sala de imprensa

«Não digo que foi uma vitória fácil, porque isso seria um desrespeito pelos jogadores do Esperança de Lagos, que se bateram bem. Tínhamos consciência de que íamos enfrentar um adversário difícil, mas tivemos a felicidade de marcar cedo, o que nos deu mais tranquilidade. Fizemos o resultado na primeira parte, com bom futebol. Foi pena não termos concretizado as muitas oportunidades da segunda parte. O Esperança de Lagos apostou no ataque, criando desequilíbrios atrás e tentámos tirar proveito disso. Foi um bom jogo da nossa parte», disse.

«Se entrássemos ansiosos, provavelmente não seria bom para nós. Tivemos a felicidade de marcar cedo, mas essa não era a nossa interpretação. Tínhamos consciência de que o jogo era de 90 minutos, mantivemos sempre o equilíbrio defensivo, não permitimos nada ao Esperança de Lagos.»

Carlos Gordinho, treinador-adjunto do Esperança de Lagos

«Não era fácil, tínhamos uma restinha de esperança. Sabíamos das diferenças que teríamos, era David contra Golias. Queríamos levar o nulo o mais longe possível, mas não deu. Houve uma grande diferença que sentimos logo no início: as situações de bolas paradas. Esperávamos mais da nossa equipa, em termos de reação e de motivação. Foi o jogo possível de ser feito», disse.

«Sentimos o golo cedo. É normalíssimo nestas situações haver um pouco de tensão a mais nos jogadores, sentimos isso no aquecimento e no balneário, e com o golo madrugador, agravou-se. Só se conseguiram libertar após o segundo golo, a partir daí estivemos mais organizados», concluiu.