Os tubarões de Vila do Conde foram completamente devorados pelos esfomeados lobos de Arouca. Os vilacondenses, depois de naufragar na Madeira, voltaram a andar à deriva diante da bem organizada formação arouquense. Triunfo justo da única equipa que decidiu aparecer a jogo.
Tiago Esgaio abriu o marcador no fecho da primeira parte. Na segunda, um autogolo de Lomboto e um tento de Hyunju valeram três preciosos pontos ao Arouca, que soma agora 20, os mesmos do Rio Ave. Já sem André Luiz, transferido para o Olympiacos, os vilacondenses vão ter de encontrar soluções para dar a volta a esta má fase.
A primeira metade foi de fraca qualidade e com poucos motivos de interesse. Ainda assim, o Arouca foi a única equipa que demonstrou vontade de marcar, perante um Rio Ave apático. Depois da pesada derrota sofrida na Madeira diante do nacional, o treinador da formação vilacondense mudou quase meia equipa (cinco alterações) para a receção aos arouquenses. Contudo, as modificações não trouxeram nada de novo ao jogo rioavista, órfão do seu abono de família – André Luiz.
Vasco Seabra, depois da boa prestação diante do Sporting, mudou apenas uma peça na equipa. Saiu o castigado Matías Rocha, expulso diante dos leões, e entrou para o eixo da defesa o neerlandês Kuipers. No entanto, é preciso puxar a fita do jogo até à meia hora para ver um lance digno de registo. Djouahra disparou uma bomba à entrada da área e Chamorro a voar para evitar o golo. Grande defesa do substituto do habitual titular, Miszta.
Os adeptos do Rio Ave desesperavam com a equipa, que não dava sinais de vida. Indiferentes aos assobios alheios, os arouquenses começaram a subir no terreno e a encostar os vilacondenses às cordas. O golo surgiu em cima do descanso após pontapé de canto. Fontán apareceu ao segundo poste a desviar de cabeça para o primeiro, onde apareceu Tiago Esgaio a também cabecear para o fundo das redes.
A toada de jogo manteve-se na segunda metade. Silaidopoulos não mexeu em tempo de intervalo, ao contrário do expectável, e o Arouca aproveitou para marcar. Antes, já Dhouahra tinha desperdiçado uma boa oportunidade quando estava isolado. Redimiu-se pouco depois, quando cruzou para a área e, na confusão, acabou por ser Lomboto, com o ombro, a marcar na própria baliza. Subia a contestação dos adeptos vilacondenses.
O treinador vilacondense mudou a estrutura da equipa para um 4x4x2 e começou a ter mais bola. Contudo, voltou a ser a formação arouquense a marcar. Combinação à esquerda do ataque com Djouahra a servir Lee Hyundu que rematou colocado para o terceiro. Para piorar, o Rio Ave perdeu Aguilera por lesão, que parece grave. Até ao apito final, destaque para um remate ao ferro de Vrousai, o único remate com perigo da formação vilacondense.
Após o jogo, foi quente nas bancadas, com os adeptos a contestar a continuidade do treinador. Os recados foram dirigidos para a tribuna presidencial, tendo como alvo a presidente do clube. “O Rio Ave é nosso” ou “Isto não é o Rio Ave” foram algumas das frases proferidas pelos adeptos.
O FC Arouca foi ao Estádio dos Arcos vencer por 0-3 os vilacondenses 🐺#sporttvportugal #LIGAnaSPORTTV #LigaPortugalBetclic #RioAveFC #FCArouca #betanolp pic.twitter.com/c8oXh0LDVB
— sport tv (@sporttvportugal) January 31, 2026
FIGURA: Lee Hyunju (Arouca)
Excelente jogo do médio sul-coreano, fazendo de forma muito eficaz a transição entre a defesa e o ataque. Lee Hyunju esteve sempre muito ativo no jogo e foi coroado com um golo. Após boa combinação na esquerda, o médio atirou em jeito para o fundo das redes, selando o resultado e dando mais três pontos à equipa.
MOMENTO DO JOGO: Terceiro golo arouquense
Depois de sofrer o segundo golo, Silaidopoulos mudou a estrutura da equipa. Abandonou a defesa a cinco e passou a jogar com uma a quatro. Começou a ter mais gente na frente e mais posse de bola. No entanto, na primeira vez que o Arouca foi à área contrária, marcou e deitou por terra qualquer intuito de recuperação.
NEGATIVO: Exibição do Rio Ave
Exibição pobre do Rio Ave. Depois da pesada derrota sofrida na Madeira (4-0), esperava-se uma reação enérgica dos vilacondenses. Contudo, nada disso aconteceu. A turma rioavista parece ter-se esquecido de ir a jogo e a contestação dos adeptos não se fez esperar. Assobios, apupos, insultos, abandono do estádio a 20 minutos do fim… nada faltou. Treinador e presidente do clube foram os alvos da fúria dos adeptos.