Para o jogo com o V. Guimarães, em atraso da 1.ª jornada da Liga, o Rio Ave não vai poder contar com Taremi, Nadjack, Aderllan Santos, Diogo Figueiras e Lucas Piazón. O primeiro está ao serviço da seleção iraniana, o segundo lesionado e os restantes ainda não tinham sido inscritos ou contratados na data em que o jogo não foi realizado devido a problemas estruturais numa das bancadas do Estádio dos Arcos.

Carlos Carvalhal, treinador da equipa de Vila do Conde, relativizou as baixas que tem para o jogo deste domingo.

«Não podemos valorizar essas ausências. Temos de jogar e encontrar soluções. Estamos focados na nossa identidade e, independentemente do adversário, estamos a preparar uma dinâmica. Temos apresentado um bom futebol em casa, ganhámos 6-1 à Oliveirense [Taça da Liga] e 5-1 ao Aves [campeonato] e queremos dar continuidade», disse na antevisão ao jogo.

Mais sobre o Rio Ave

Carvalhal deixou elogios ao conjunto orientado por Ivo Vieira, apesar de ainda não ter somado qualquer triunfo nos três jogos anteriores do campeonato. «É uma equipa bem organizada, que o Ivo [Vieira] preparou bem. Tem uma identidade bem vincada, um futebol que não fácil contrariar, com uma boa dinâmica ofensiva. Mas estamos prontos para as dificuldades do jogo, e com olhos postos nos três pontos», destacou.

O Rio Ave chega a este jogo uma semana após o triunfo surpreendente sobre o Sporting por 3-2 em Alvalade, resultado que acabou por ditar a saída de Marcel Keizer do comando técnico dos leões. «Não quero emitir opinião sob casos individuais, mas, na generalidade, acho muito mau para qualquer clube despedir um treinador à quarta jornada. Custa-me entender. Mas são os tempos que correm, em que nós treinadores temos de ser, muitas vezes, o escape de erros que muitas vezes não são nossos», desabafou Carvalhal, recusando que os vilacondenses tenham já um estatuto de equipa temível.

«Estamos no início do campeonato, e ainda não temos um estatuto. Acredito que o vamos ter, mas o nosso propósito é teremos uma dinâmica que levem os adversários a ter de subjugar a sua identidade em função da estratégia», perspetivou.