«Penso que a euforia maior foi a própria vitória da equipa. Claro que depois de seis anos a lutar para chegar à I Liga e conseguir marcar logo à terceira jornada é ótimo, mas eram três pontos dos quais estávamos a precisar», reconhece ao Maisfutebol, humildemente, o ponta-de-lança de 24 anos.

O mais curioso é que Roberto até começou no banco, depois de ter sido titular nos dois primeiros encontro. «Infelizmente fui lá para dentro, e digo infelizmente porque fui substituir um colega lesionado», sublinha. «Mas já que entrei, tentei ajudar a equipa como posso, ou seja, com golos», atalha.

As felicitações, primeiro dos colegas e equipa técnica, não pararam mal terminou o jogo com o Rio Ave, mas o facto de viver no Porto não lhe permitiu «ainda» sentir o calor dos adeptos, salvo nas redes sociais, onde foi efusivamente saudado pelos apaniguados arouquenses. Até lhe chamaram «Robygol»!

«Foi uma explosão de alegria. Claro que ganhar com um golo nos primeiros minutos não é o mesmo que ganhar quando só se marca perto do fim. Foi uma confirmação para nós. Sabíamos que estávamos a trabalhar bem desde a pré-época, apenas não tínhamos conseguido os resultados», afiança.

A carreira de Roberto tem sido subida degrau a degrau. Com uma passagem pelos juniores do F.C. Porto, cedo teve de se habituar aos campos da III Divisão e II B. O primeiro salto para os escalões profissionais dá-se em 2011, para a Naval, depois da melhor época de sempre no Tirsense, com 21 golos.

Na Figueira, por razões conhecidas, não lhe foi possível desabrochar, ainda que tenha marcado sete golos na primeira época, e cinco na segunda, repartida nos últimos seis meses com o Arouca. Aqui, a presença de Joeano também não ajudou e acabou «desviado» para as bandas.

«Quando se vem para equipas fortes, já sabemos que vamos encontrar concorrência forte. Faz bem. Não me perturba nada. Quero é ter condições para trabalhar e conquistar o meu espaço», conclui este admirador de Ronaldo, o Fenómeno.