O inglês apareceu na direita e foi dos primeiros a assumir o jogo. Toque aos dois minutos. Cruzamento. Bola fora. Passe para o guarda-redes. Sofre uma falta de Cissokho. Toque para Berbatov. Golo de Ronaldo.

Ou seja, até ao golo, Rooney tinha estado em seis acções com bola. Uma por minuto. O jogo tombava para a direita dos ingleses e assim ficou mais algum tempo. Rooney ganha de cabeça aos 7. Toque, depois passe perdido aos 9.

O tempo passa e a equipa conta sempre com Rooney. Para ter a bola, para a levar para a frente e para defender Cissokho. Entre os 10 e os 20 minutos, mais seis acções com bola. Sinal de que o F.C. Porto equilibrou um pouco a partida.

Aliás, Rooney desaparece um pouco, até aos 24 minutos, quando perde uma bola. Volta a fazer-se notar aos 28 minutos, mas apenas por um gesto de cavalheiro: atira a bola pela lateral para que Lucho seja assistido.

Até ao intervalo vai tocar mais oito vezes na bola. Já em cima do descanso arranca boa jogada com Giggs. Uma cena típica no Manchester que há anos impressiona quem o vê.

Regressa do balneário com uma boa iniciativa que permite remate com algum perigo a Berbatov. Mas o búlgaro não estava no Dragão.

Rooney também sossega um pouco. Continua a marcar Cissokho, mas o lateral portista conseguirá aparecer um pouco mais do que antes do intervalo. Começa a combinar bem com Ronaldo. Ganha dois cantos, aos 66 minutos. Cento e oitenta segundos depois quase remata com perigo. Quase, porque Fernando aparece no último instante e salva o F.C. Porto.

O internacional inglês ganha importância a cada minuto. Não pelo que ataca, sobretudo pelo que sossega a equipa. Equilibra-a, mostra-se quando é preciso sofrer. Aos 81 minutos cede um canto. Ganha uma bola aos 83. Perde-a duas vezes, coisa rara.

Descontos. Rooney agarra o jogo. Fim da história. O Dragão acabara de ver uma face pouco comum do fantástico avançado inglês.

Análise feita a partir das imagens do F.C. Porto-Manchester United, transmitidas pela RTP1