Na América há uma espécie de culto em redor destas repetições. As imagens em super slow motion (ou até hiper slow motion), que por lá apelidam de «phantom» (fantasma, em resultado da marca que ficou mais famosa por elaborar as câmaras), não são usadas para perceber se este ou aquele fizeram falta, se estão fora de jogo ou se a bola saiu ou não. A sua aplicação serve única e exclusivamente para a promoção do espetáculo. E o resultado é brilhante.

Na NBA esta é uma tendência com vários anos, mas que se tem vindo a aprimorar. Durante a época são muitos os momentos em que os jogadores são captados pelas câmaras especiais e a cobertura dos jogos espera sempre por aquelas peças, normalmente acompanhadas por música inspiradora.

A «Phantom» é uma câmara de vídeo de alta velocidade usada para criar clipes em super slow motion, comercializada pela empresa americana Vision Research (que as vende a mais de cem mil dólares cada). Tem a capacidade de gravar imagens até 5000 frames por segundo, o que é muito superior aos 380 frames por segundo (ou menos) de uma normal câmara de slow motion. Isto permite-lhe captar pormenores completamente impercetíveis ao olho humano. Uma câmara normal capta 30 frames por segundo.

Numa altura em que já sabemos que a final da NBA vai ser jogada pelos San Antonio Spurs e os Miami Heat (o primeiro jogo é a 5 de junho), vale a pena ver alguns exemplos do que foi gravado esta época, com grande destaque para estas duas equipas. As imagens valem muito mais do que qualquer palavra que eu posso escrever.

E já que estamos a falar de LeBron James:

O clipe «Phantom» sobre o jogo All Star é fantástico

Um dos canais que melhor tem adotado esta tecnologia é a FOX, como ficou demonstrada na World Series de baseball.

Já imaginou como vai ser o Mundial com estas imagens?

«Só na América» é uma rubrica do jornalista Filipe Caetano