«Talento para crescer» é um espaço em que é dada voz aos treinadores. Da II Liga à Liga revelação, a opinião dos técnicos em relação a um craque para o futuro. Críticas e sugestões para vem.externo@mediacapital.pt.

Da II Liga à Liga revelação, o talento abunda. Ninguém está mais habilitado do que um técnico que está ou esteve inserido numa dessas competições para palpitar acerca de um possível craque para o futuro. 

O Maisfutebol esteve à conversa com Carlos Pinto, treinador que conduziu o Santa Clara à Liga depois de 15 anos de ausência no ano anterior e que iniciou esta temporada na Académica. O técnico de 45 anos atira três nomes de imediato: Luther Singh, Florentino Luís e Lawrence Ofori. No entanto, Carlos Pinto considera que o sul-africano do Sporting de Braga está acima dos restantes.

«É um craque. Pode jogar como número 10 ou como extremo. É um jogador muito rápido, excelente tecnicamente e muita forte na tomada de decisão. É um futebolista com um potencial enorme. Não gosta de ir à equipa B e está tapado na equipa A, mas é um craque», considera.

 

Luther Singh no encontro entre o Felgueiras e o Sp. Braga, da Taça de Portugal.

Em relação aos outros dois jogadores destacados - Florentino e Ofori - Carlos Pinto faz-lhes um raio-X.

«O Florentino é um excelente médio, que gosta de ver o jogo de todo de trás para a frente e que se evidencia no primeiro momento de construção. É um jogador com requinte técnico, que lê muito bem o jogo, enfim, é um verdadeiro organizador de uma equipa. Posiciona-se muito bem, é forte a dividir o jogo e muito competente a organiza-lo. Defensivamente é muito bom no desarme e no equilíbrio» diz, antes de explicar a aposta no jogador ganês do Leixões.

«Tanto faz a posição de médio como extremo, embora tenha mais características para jogar por dentro. Por isso, no meu entender rende muito mais como médio. É forte na relação com a bola e com os colegas e na condução de bola. Gosto de explorar os espaços e de atrair o bloco adversário. Tem também qualidade no passe e disponibilidade no processo defensivo. É um jogador que carrega a equipa para a frente.»

 

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