FIGURA: Rui Fonte

Num figurino diferente, a jogar sozinho como principal referência ofensiva, o atacante de 26 anos demonstrou versatilidade para jogar em qualquer situação. Tinha bisado na última vitória do Sp. Braga na Liga, voltou a fazê-lo esta tarde, rubricando o quarto bis da temporada. Decisivo a aparecer nos momentos certos para aproveitar as oportunidades, sendo dispensável destacar a preponderância da sua atuação para a conquista dos três pontos e correspondente devolução dos bracarenses ao caminho das vitórias.

MOMENTO: Pedreira pediu para chutar (73’)

Segunda bola a sobrar para a entrada da área na sequência de um canto, a ficar ao jeito de Battaglia. A Pedreira suspirou em uníssimo «chuta», o argentino chutou mesmo e colocou os bracarenses a vencer de forma confortável, arrumando com a questão do vencedor. Golo da tranquilidade.

OUTROS DESTAQUES

Pedro Santos

Regressou ao onze depois de falhar o jogo em Setúbal devido a castigo, voltando a cotar-se como um dos elementos mais interventivos dos Guerreiros. Irrequieto, como é seu timbre, partiu para cima dos adversários e despejou várias bolas para a área.

Mateus

O menos exuberante do trio da frente do Arouca, mas o mais perigoso. Não é virtuoso nas aproximações à área, mas é pragmático, como no lance do golo em que não precisou de uma correria para atirar a contar.

Fede Cartabia

Primeiro jogo a titular do argentino cedido pelo Corunha. Nota-se-lhe o talento nos pés, mesmo não evidenciando intensidade. Por vezes é essa aparente falta de ritmo a servir de arma para iludir, sem grandes alaridos, os adversários. Bons apontamentos.

Tomané

Dor de cabeça constante para a defensiva do Sp. Braga. Muita luta, crença de sobra mesmo jogando em terrenos pouco adiantados e a certeza de que se lhe não pode dar muito espaço nem perder de vista.